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Trump espera acordo com Irão em breve. Nova ronda negocial deve ocorrer na segunda-feira

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

17 de Abril de 2026 às 22:58
Nova ronda de negociações EUA-Irão deverá ter lugar na segunda-feira em Islamabad, avança a CNN

A nova ronda de negociações presenciais entre os EUA e o Irão deverá ter lugar na próxima segunda-feira em Islamabad, de acordo com responsáveis iranianos citados pela CNN internacional. As fontes referem também que as delegações dos dois países deverão chegar à capital paquistanesa no domingo.

A confirmar-se a data, as reuniões vão ocorrer pouco mais de uma semana depois da primeira ronda negocial, que terminou sem grandes progressos. Na terça-feira seguinte, termina o cessar-fogo de duas semanas acordado entre as partes para dar tempo às negociações, tréguas que ainda não foram prolongadas, apesar dos sinais dados nesse sentido.

O acordo poderá estar mais próximo uma vez que o Irão anunciou esta sexta-feira a reabertura do estreito de Ormuz, embora a CNN adiante que apenas meia dúzia de navios terá atravessado hoje a importante via marítima para o transporte de crude – e nenhum deles era um petroleiro.

O New York Times, por seu turno, refere que os EUA e Irão estarão a elaborar um memorando para definir a estrutura das negociações, que prevê um prazo de 60 dias para que as conversações decorram.    


 

 

Trump espera chegar a acordo com Teerão "dentro de um ou dois dias"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou esta sexta-feira, numa entrevista, que espera chegar a um acordo com o Irão "dentro de um ou dois dias" para pôr fim à guerra.

"Os iranianos querem reunir-se. Querem chegar a um acordo. Penso que provavelmente haverá uma reunião este fim de semana. Penso que chegaremos a um acordo dentro de um ou dois dias", indicou num breve telefonema com o portal de notícias digital norte-americano Axios.

O líder norte-americano afirmou que o acordo "vai garantir a segurança de Israel", um país que "vai emergir mais forte" após a guerra que começou em 28 de fevereiro.

Trump fez estas declarações no mesmo dia em que o Irão anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz, embora os Estados Unidos mantenham que vão continuar o bloqueio naval contra os navios iranianos até que seja alcançado um acordo final.

Segundo a Axios e a CNN, os Estados Unidos estão a considerar desbloquear 20 mil milhões de dólares (17 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) em fundos iranianos em troca da renúncia do Irão ao seu 'stock' de urânio enriquecido.

O plano de paz negociado com o Paquistão como mediador incluiria também uma moratória no programa de enriquecimento de urânio do Irão.

Os Estados Unidos, Israel e Irão acordaram um cessar-fogo em 08 de abril, que deverá expirar na próxima terça-feira, 21 de abril.

Os representantes dos EUA e do Irão realizaram conversações de paz em Islamabade no passado fim de semana, as negociações de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979, mas terminaram sem acordo.

Após estas negociações, Trump ordenou um bloqueio naval contra o Irão, que acusou de se recusar a abandonar as suas ambições nucleares.

O Presidente dos EUA sugeriu que uma segunda ronda de negociações poderia ter lugar na capital paquistanesa este fim de semana, mas a informação não foi oficialmente confirmado.

Merz e Meloni dispostos a contribuir militarmente para missão defensiva em Ormuz

O chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmaram-se esta sexta-feira dispostos a contribuir militarmente para uma missão defensiva no Estreito de Ormuz, defendendo o líder germânico a inclusão dos Estados Unidos na iniciativa.

Merz e Meloni emitiram esta declaração após uma reunião multinacional hoje realizada em Paris, no Palácio do Eliseu, presidida pelo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

A Alemanha "participará nas restantes discussões em curso sobre planeamento militar" e "se possível, acolheríamos com satisfação a participação dos Estados Unidos da América", declarou Merz, ao lado dos dirigentes francês, britânico e italiana.

"Os preços exorbitantes da energia têm de voltar a descer o mais rapidamente possível, e esta guerra não deve tornar-se um teste de resistência transatlântico", sustentou o chefe do Governo alemão.

Merz indicou que a participação alemã numa missão internacional de segurança "poderá incluir, após o fim das hostilidades, uma intervenção da Bundeswehr", as Forças Armadas alemãs.

Tal exigirá "uma base jurídica sólida, por exemplo, sob a forma de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU", referiu, acrescentando que a participação alemã poderá consistir em "operações de desminagem, bem como de reconhecimento marítimo".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, recomendou hoje que os parceiros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) se mantenham "longe" do Estreito de Ormuz, "a não ser que queiram apenas carregar os seus petroleiros", depois de o Irão ter anunciado a reabertura completa da via navegável, enquanto durar a trégua no Médio Oriente.

Merz considerou tratar-se de uma "boa notícia" e insistiu na necessidade de "reabrir de forma fiável e sustentável" o estreito à livre navegação, "sem qualquer tipo de pagamento", em "total conformidade com o Direito Internacional do Mar".

Por sua vez, a primeira-ministra italiana também considerou que uma futura missão naval internacional para garantir a segurança do Estreito de Ormuz deverá esperar pelo "fim das hostilidades, em coordenação com todos os atores, regionais e internacionais, numa postura exclusivamente defensiva".

"Itália está pronta para participar", afirmou Giorgia Meloni no final da reunião multinacional, ao lado de Macron, Starmer e Merz.

Trump diz que Irão vai suspender programa nuclear e afasta descongelar fundos
Trump diz que Irão vai suspender programa nuclear e afasta descongelar fundos

O Presidente dos EUA, Donald Trump, garante que o Irão concordou suspender o seu programa nuclear indefinitivamente e que, ao , o país não vai receber quaisquer fundos congelados por Washington. 

Numa entrevista por telefone realizada esta sexta-feira, citada pela Bloomberg, Trump refere que um acordo para pôr fim à guerra está quase completo e que as negociações finais vão ser realizadas "provavelmente" este fim de semana. "A maioria dos pontos já está finalizada. Vai ser tudo muito rápido", assegurou. As informações ainda não foram confirmadas pelo Irão. 

O líder norte-americano ainda não decidiu quem vai liderar a delegação dos EUA nas negociações com o regime de Mojtaba Khamenei e não descarta viajar até ao Paquistão para fazer parte das conversas. No fim de semana passado, a primeira ronda de negociações, liderada pelo vice-presidente norte-americano, acabou por cair por terra, com as duas partes a não conseguirem chegar a um consenso em relação ao estreito de Ormuz, enriquecimento de urânio e ainda quem vai pagar pelos danos das infraestruturas. 

Irão avisa: ou bloqueio dos EUA acaba ou estreito de Ormuz volta a fechar

O estreito de Ormuz ainda há pouco reabriu e já pode voltar a fechar. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, citada pela Bloomberg, o Irão pode vir a impedir a passagem de embarcações por esta artéria crítica do comércio global caso os EUA não abandonem o bloqueio aos navios iranianos. 

Minutos depois de a reabertura de Ormuz ter sido anunciada, o Presidente dos EUA veio alertar que o bloqueio norte-americano continua em vigor e assim se vai manter até as negociações de paz entre os dois países terminarem - apesar de reconhecer que o processo possa ser rápido. 

Trump diz que Irão está a remover minas em Ormuz com ajuda dos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que o Irão, com ajuda dos EUA, está a remover todas as minas instaladas no estreito de Ormuz, depois de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros ter avançado com a "reabertura completa" navegação de embarcações comerciais na via marítima - até ao final do cessar-fogo entre Israel e o Líbano, que arrancou na quinta-feira e deverá durar dez dias. 

"O Irão, com a ajuda dos EUA, removeu, ou está a remover, todas as minas marítimas!", escreveu o Presidente dos EUA nas redes sociais, acrescentando que esta sexta-feira marca "um dia fantástico e maravilhoso para o mundo". 

Trump agradeceu ainda a cooperação da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar e aproveitou o momento para deixar mais críticas aos países que integram a NATO.

"Agora que a situação no Estreito de Ormuz já passou, recebi uma chamada da NATO a perguntar se precisávamos de ajuda. DISSE-LHES PARA SE MANTEREM AFASTADOS, A MENOS QUE SÓ QUISESSEM ENCHER OS SEUS NAVIOS DE PETRÓLEO. Foram inúteis quando foram precisos, um tigre de papel!", afiançou.

Trump avisa: bloqueio aos navios iranianos mantém-se em vigor até ao fim da negociação

O Presidente dos EUA veio alertar que, apesar de o Irão ter reaberto o trânsito marítimo no estreito de Ormuz, o bloqueio dos EUA aos barcos iranianos continua em vigor e assim se vai manter até as negociações de paz entre os dois países terminarem. Segundo Donald Trump, será um processo rápido.

"O estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto a funcionar, com total passagem, mas o bloqueio naval mantém-se em pleno vigor e efeito no que toca ao Irão, apenas até as nossas transações com o Irão estarem 100% completas. Este processo deve ser muito rápido, já que a maioria dos pontos já foram negociados"

Irão anuncia reabertura do estreito de Ormuz

Teerão anunciou a "reabertura completa" da navegação de embarcações comerciais no estreito de Ormuz até ao final do cessar-fogo entre Israel e o Líbano.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Araghchi, numa publicação na rede social X. 

Israel e o Líbano acordaram quinta-feira um cessar-fogo durante 10 dias com vista a alcançar um acordo de paz duradouro. A campanha militar israelita no sul do Líbano, contra a milícia pro-iraniana do Hezbollah, tem sido um obstáculo ao progresso nas negociação entre Teerão e os Estados Unidos.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, já publicou igualmente na rede social Truth Social a informação da reabertura do estreito, citando o Irão.

Quarenta países reúnem-se hoje para discutir estreito de Ormuz. Encontro liderado por França e Reino Unido
Quarenta países reúnem-se hoje para discutir estreito de Ormuz. Encontro liderado por França e Reino Unido

A França e o Reino Unido vão liderar nesta sexta-feira uma reunião com cerca de 40 países para debater a situação no estreito de Ormuz. O objetivo é sinalizar aos Estados Unidos (EUA) que aliados do país estão prontos para desempenhar um papel na normalização da liberdade de navegação pela via marítima - por onde passavam cerca de 20% do petróleo e gás natural consumidos ao nível global antes do estalar da guerra -, assim que as condições o permitirem.

O Presidente gaulês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, estarão presentes no encontro, enquanto outros responsáveis políticos da Europa, Ásia e Médio Oriente se juntarão por videoconferência.

A ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin, afirmou na sexta-feira que países do Velho Continente como a Bélgica, os Países Baixos e a França dispõem de capacidade de remoção de minas que poderá ajudar a garantir a passagem segura pelo estreito.

Trump diz que guerra deve "acabar muito em breve"

O Presidente dos Estados Unidos expressou confiança que um acordo possa ser fechado com o Irão para pôr um fim definitivo à guerra, numa altura em que um cessar-fogo de dez dias vigora entre Israel e o Líbano.

Donald Trump voltou a dizer que um novo encontro entre Washington e Teerão pode acontecer já este fim de semana e que, apesar de um prolongamento da trégua estar em cima da mesa, não acredita que seja necessário para pôr fim ao conflito."

"Vamos ver o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de fechar um acordo com o Irão", disse aos jornalistas. Mais tarde, em Las Vegas, Trump voltou a comentar o tema, dizendo que a guerra "deve acabar muito em breve".

Trump disponível para prolongar cessar-fogo se acordo estiver próximo. Admite ir a Islamabad para assinatura

O Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a alegar esta quinta-feira que estão a ser feitos progessos nas conversações com o Irão e indicou que está para breve um acordo entre Teerão e Washington, acrescentando  que os iranianos concordaram em entregar o seu urânio enriquecido, uma das exigências dos EUA para chegar a um entendimento.

Trump disse também que é possível que o prazo do cessar-fogo, que termina a 22 de abril, seja prolongado de forma a que seja alcançado o acordo, se este estiver próximo. “Se estivermos perto de um acordo poderei prolongar? Sim, poderei fazê-lo”, disse Trump aos jornalistas.                  

O Presidente norte-americano sugeriu até que poderá estar presente na assinatura do acordo de paz, se o entendimento for alcançado. “Se o acordo for assinado em Islamabad, poderei ir”, disse Trump aos jornalistas à saída da Casa Branca, elogiando papel do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e do general do Exército Assim Munir como mediadores nas negociações. “O marechal de campo tem sido ótimo. O primeiro-ministro tem sido realmente ótimo no Paquistão, por isso poderei ir. Eles querem que eu vá”, referiu.

Sobre o diferendo com o Papa, Trump diz não recear que isso ofenda os seus apoiantes. “Tenho de fazer o que está certo – o Papa tem de perceber isso”, alegando que está a impedir o Irão de ter uma arma nuclear.         

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