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Ao minuto19.04.2026

Irão rejeita participar em nova ronda de negociações de paz com EUA

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

19 de Abril de 2026 às 22:28

O Presidente norte-americano voltou a ameaçar destruir "todas as centrais elétricas e pontes" caso o Irão não aceite o "acordo justo e razoável." Donald Trump confirmou que as negociações com Teerão vão ser retomadas esta segunda-feira no Paquistão.

Por outro lado, o principal negociador do Irão afirmou este domingo na televisão estatal iraniana que houve avanços nas negociações com os Estados Unidos, mas que um acordo final ainda estava longe de ser alcançado. Entretanto, a situação continua tensa no estreito de Ormuz, depois de Teerão ter anunciado novamente o encerramento da passagem a todos os navios civis. Durante a visita a Angola, papa Leão XVI pediu o regresso da paz no Médio Oriente.

19.04.2026

Emirados Árabes Unidos exigem restituição do estreito de Ormuz

O governo dos Emirados Árabes Unidos exigiu este doming a restituição do estreito de Ormuz, considerando que o bloqueio daquela passagem marítima prendeu quase 600 milhões de barris de petróleo, subindo os preços.

O ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber, que também é diretor-geral da empresa energética ADNOC, afirmou que o encerramento desta via marítima por parte do Irão gerou uma "pressão crescente" sobre o gás natural liquefeito (GNL), o combustível de aviação, os fertilizantes e outros bens essenciais para a economia mundial.

"Por cada barril que falta, as contas aumentam para as pessoas comuns em todo o lado", afirmou Al Jaber numa declaração no seu perfil da rede social X, onde sublinhou que "a economia global não pode dar-se ao luxo de mais incertezas".

Nas declarações citadas pela agência espanhola de notícias, a EFE, o governante disse também que "o estreito não pode funcionar sob ameaça", depois de qualificar explicitamente a cobrança pela passagem segura como "um sistema de extorsão".

"Ormuz pertence ao mundo, deve ser devolvido ao mundo, exatamente como estava", argumentou.

Estas declarações surgem a três dias do fim de uma trégua de duas semanas na guerra entre Irão, Israel e Estados Unidos, e quando uma delegação dos EUA viaja para Islamabad para, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, retomar as negociações na segunda-feira.

19.04.2026

Reino Unido eleva ameaça em Ormuz para nível "Crítico"

As forças armadas britânicas elevaram para "Crítico" a sua avaliação de ameaça para o estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico, o nível de risco mais elevado possível, avança o jornal The Guardian.

A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) emitiu o alerta no domingo, referindo um "elevado nível de atividade por parte das forças navais na região". A agência alertou que o atual contexto cria um grave "risco de ataque ou erro de cálculo" para toda a navegação comercial.

19.04.2026

EUA apreenderam navio iraniano

O Presidente dos EUA informou que a marinha norte-americana intercetou um cargueiro iraniano no golfo de Omã, "abrindo um buraco" na sua sala de máquinas depois de este ter ignorado as ordens para parar.

"A tripulação iraniana recusou-se a ouvir, pelo que o nosso navio da Marinha travou-os imediatamente, abrindo um buraco na sala das máquinas. Neste momento, os fuzileiros navais dos EUA têm a custódia do navio", escreveu nas redes sociais.

19.04.2026

Irão rejeita participar em negociações de paz com EUA

O Irão afastou, este domingo, a possibilidade de participar numa nova ronda de negociações de paz com os EUA, em Islamabad esta segunda-feira. O Presidente norte-americano tinha indicado que enviaria representantes ao Paquistão para novas discussões sobre uma trégua, mas Teerão afasta a ideia.

"O Irão afirmou que a sua ausência da segunda ronda de negociações se deve ao que designou como exigências excessivas de Washington, expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição, contradições repetidas e ao bloqueio naval em curso, que considera uma violação do cessar-fogo", escreveu a agência estatal IRNA.

19.04.2026

Iémen diz que apoio do Irão aos houthis ameaça transporte marítimo

O Presidente do Iémen, Rashad al Alimi, alertou hoje que o apoio iraniano aos rebeldes houthis pode representar uma ameaça ao transporte marítimo internacional, num momento em que cresce a tensão no Estreito de Ormuz.

Segundo a agência noticiosa estatal iemenita Saba, citada pela congénere espeanhola, EFE, Al Alimi afirmou que o apoio de Teerão aos houthis pode desestabilizar a região e comprometer as rotas comerciais mundiais.

Durante uma reunião em Riade com a embaixadora francesa no Iémen, Catherine Corm-Kammoun, o Presidente do Iémen alertou para o "projeto destrutivo" do Irão de utilizar grupos armados aliados para ameaçar rotas marítimas essenciais e cadeias de abastecimento internacionais.

As suas declarações surgem num momento em que se intensificam as preocupações com a segurança marítima em todo o Médio Oriente, com o Irão a impor o encerramento do estreito de Ormuz, uma rota vital para o trânsito de petróleo, enquanto aumentam as tensões em torno do estreito de Bab el Mandeb.

O estreito de Bab el Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e serve de porta de entrada para o Canal do Suez, permanece tecnicamente aberto, mas sob uma ameaça crescente.

Recentemente, as autoridades iranianas têm emitido avisos cada vez mais explícitos de que o estreito poderá ser fechado pelas autoridades alinhadas com o Irão em Sana, o que levanta a possibilidade de uma dupla interrupção do transporte marítimo mundial entre a Ásia e a Europa.

Através desta passagem marítima é gerida uma parte significativa do tráfego mundial de petróleo e contentores, e qualquer encerramento obrigaria os navios a desviar-se contornando o Cabo da Boa Esperança em África, o que acrescentaria tempo e custos ao comércio internacional.

Os riscos de segurança na zona também aumentaram. Nos últimos anos, os houthis demonstraram capacidades que incluem mísseis antinavio, drones e ataques navais, o que levou as missões navais ocidentais a manter níveis elevados de alerta no Mar Vermelho.

Al Alimi solicitou também sanções mais severas contra as redes acusadas de financiar e armar o grupo, e saudou uma recente intervenção francesa perante o Conselho de Segurança da ONU que, afirmou, responsabilizava os houthis pelas ameaças aos corredores marítimos.

O conflito no Iémen começou em 2014, quando as forças houthis tomaram a capital, Sana, o que desencadeou uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita no ano seguinte.

Desde então, a guerra tem gerado uma das piores crises humanitárias do mundo.

Al Alimi reiterou que qualquer paz duradoura exigiria a implementação de resoluções internacionais, incluindo a Resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU, que estipula um embargo seletivo de armas e o restabelecimento da autoridade estatal.

19.04.2026

PCP alerta que "escalada agressiva" dos EUA pode levar a "confrontação catastrófica"

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, alertou hoje que se a "escalada agressiva" dos Estados Unidos da América a nível global não for contrariada, levará a uma "confrontação catastrófica", numa intervenção na qual se solidarizou com Cuba.

Estes avisos foram deixados por Paulo Raimundo durante uma conferência intitulada "No centenário de Fidel Castro: Cuba, a revolução e o mundo", que decorreu na Voz do Operário, em Lisboa.

Paulo Raimundo salientou que "as principais dificuldades atravessadas pela economia cubana resultam de um criminoso e ilegal bloqueio imposto pelos EUA", que se intensificou em janeiro quando a administração Trump aplicou um bloqueio energético àquele país.

O secretário-geral comunista realçou que "o imperialismo norte-americano procura impedir a entrada de combustíveis em Cuba e vai mais longe", proclamando "indecentes declarações no sentido de dominar o país".

"Atitudes que se inserem numa mais vasta escalada agressiva do imperialismo a nível planetário, que a não ser contrariada, conduzirá o mundo a uma confrontação de catastróficas proporções", alertou o comunista.

Para Raimundo, esta escalada "liderada pelos EUA" procura "desesperadamente responder à decadência da sociedade capitalista norte-americana e ao declínio da influência dos Estados Unidos no plano mundial", criticando a agressão ao Irão, Líbano, ou o "genocídio do povo palestiniano", em "aliança com Israel", bem como a detenção do ex-chefe de Estado venezuelano Nicolás Maduro.

O secretário-geral do PCP apontou ainda o dedo à "cumplicidade dos aliados do G7 e da União Europeia", avisando que a atual administração norte-americana "está a tentar desmantelar a ordem internacional que resulta da derrota do fascismo, após a 2.ª Guerra Mundial".

Sobre Cuba, Paulo Raimundo defendeu que manifestar solidariedade para com este país "não é apenas um dever de quem se identifica com os valores e ideias da sua revolução socialista", mas "um dever de todos aqueles que abraçam os valores da verdade, da liberdade, da justiça, da soberania, da democracia e da paz, porque é isso também que está em causa nos dias de hoje".

Paulo Raimundo lembrou Fidel Castro como "o mais destacado obreiro da revolução cubana e da sua projeção internacional", afirmando que o ex-Presidente daquele país "deixou um rico e atual legado de reflexões, propostas inspiradoras e guias de ação".

No início desta semana, Donald Trump afirmou que pensa que o seu Governo poderá concentrar a sua atenção em Cuba assim que resolver a guerra contra o Irão.

Na sexta-feira, o Governo cubano denunciou que a ilha se encontra "sob o cerco permanente do Governo dos Estados Unidos" e da sua "escalada de ameaças", que incluem "intenções de agressão militar".

19.04.2026

Pelo menos 13 petroleiros impedidos de atravessarem o estreito de Ormuz

A travessia de navios comerciais através do estreito de Ormuz parou por completo este domingo depois de um breve aumento no sábado, indica a Bloomberg que acompanha o tráfego diário de embarcações. Pelo menos 13 terão dado meia-volta quando se preparavam para atravessarem o estreito.

De acordo com a agência de notícias, não foram registadas travessias neste, de acordo com a recolha de dados com base na transmissão de posicionamento através de GPS. Pelo menos 13 petroleiros deram meia-volta em direção ao Golfo Pérsico ainda no sábado ao final do dia, abandonando as tentativas de saída iniciadas depois de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, ter anunciado, um dia antes, que o estreito estava aberto.

Mas Teerão voltou a encerrar a passagem após a recusa dos EUA em levantarem o seu próprio bloqueio naval aos navios iranianos. A situação mantém milhões de barris de petróleo e grandes quantidades de gás natural liquefeito retidos no Golfo Pérsico, o que ameaça prolongar a crise energética global. Também cerca de 20 mil marinheiros estão retidos há quase três meses na região.

O UK Maritime Trade Operations (UKMTO) indicou este sábado que um petroleiro foi abordado por lanchas rápidas da Guarda Revolucionária iraniana ao largo da costa de Omã, antes de ser alvo de disparos. Um navio porta-contentores foi depois atingido por um projétil, num incidente separado, enquanto outra embarcação comercial reportou a queda de um engenho nas suas proximidades.

Os incidentes ocorreram pouco depois de o Irão ter dito que permitiria a passagem de navios por Ormuz durante a vigência do cessar-fogo entre Israel e o Líbano. O Presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o estreito estava aberto, mas afirmou que o bloqueio naval americano às embarcações de Teerão se manteria. O Irão considerou essa posição inaceitável e Ormuz foi novamente encerrado.

No curto intervalo antes de o Irão voltar a fechar o estreito de Ormuz, quatro petroleiros, incluindo um que transportava 2 milhões de barris de crude saudita e do Qatar, conseguiram atravessar na manhã de sábado. No total, 18 navios comerciais concluíram travessias de saída nesse período. Dez navios fizeram a travessia de entrada, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Quase metade dos navios que conseguiram sair tinham ligações ao Irão e oito deles estão sancionados pelos EUA. Nenhuma dessas embarcações sancionadas parece ter conseguido romper o bloqueio americano mais ao largo, no mar aberto do golfo de Omã. Três fundearam ao largo de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e duas chegaram até à costa de Omã, embora uma delas pareça ter regressado na direção de Ormuz 12 horas depois.

Outros dois seguem rumo a leste ao longo da costa iraniana, mas ainda não chegaram a Chabahar, perto da fronteira com o Paquistão, onde navios que anteriormente fizeram a mesma rota acabaram por parar.

Com o bloqueio alguns navios podem desligar os seus sinais de GPS para evitarem ser detetados, o que dificulta obter um retrato rigoroso do que está a passar, alerta a Bloomberg. Isso significa que os números das travessias serão por vezes revistos em alta, quando embarcações reaparecerem já longe das águas de maior risco.

19.04.2026

Trump volta a ameaçar destruir "centrais elétricas e pontes" no Irão mas confirma novas negociações

O Presidente norte-americano voltou este domingo a ameaçar destruir as centrais elétricas e pontes caso o Irão não aceite o acordo oferecidos pelos EUA, confirmando, por outro lado, que vão ser retomadas negociações esta segunda-feira no Paquistão.

Através de uma publicação na sua rede social Truth, Donald Trump admite que mantém as negociações em aberto, apesar do endurecimento da posição do regime de Teerão, com o fecho do estreito de Ormuz e o ataque, no sábado, a dois navios que navegavam em águas do Golfo. No entanto, volta a ameaçar destruir infraestruturas civis como centrais elétricas e pontes.

“Estamos a oferecer um acordo muito justo e razoável, e espero que o aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos destruirão todas e cada uma das centrais elétricas, assim como todas e cada uma das pontes do Irão", acrescentando que se acabou o "tipo bonzinho". "Cairão depressa, cairão facilmente e, se não aceitarem o acordo, será uma honra para mim fazer o que tiver de ser feito; algo que outros presidentes deveriam ter feito ao Irão nos últimos 47 anos”, escreveu.

Na mesma rede social, Trump confirmou que se mantêm as negociações abertas para tentar pôr fim a um conflito que entra na oitava semana. “Os meus representantes dirigem-se para Islamabad, no Paquistão; estarão lá amanhã à tarde [segunda-feira] para iniciar negociações.”

19.04.2026

Cessar-fogo é "motivo de esperança" diz papa Leão XVI

O Papa Leão XIV considerou este domingo que o cessar-fogo no Líbano é "um motivo de esperança".

Ao discursar no final da missa celebrada em Kilamba, Angola, o chefe da Igreja Católica afirmou que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah era um "sinal de alívio para o povo libanês".

"Encorajo aqueles que se têm empenhado na busca de uma solução diplomática a prosseguirem as negociações de paz, para que o fim das hostilidades em todo o Médio Oriente se torne permanente", afirmou.

O papa encontra-se numa viagem de 11 dias por quatro países africanos, que tem sido marcada por repetidos apelos à paz.

19.04.2026

Acordo final ainda longe de alcançado, diz principal negociador do Irão

O principal negociador das conversações de paz do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou em entrevista à televisão estatal que as negociações com os Estados Unidos tinham registado alguns progressos, mas continuavam longe de um acordo final, apontando algumas questões fundamentais por resolver de ambos os lados. Ghalibaf, que é também o presidente do Parlamento iraniano afirmou que qualquer acordo teria de avançar passo a passo, com ações recíprocas, acrescentando que os EUA devem "conquistar a confiança do povo iraniano" e afastar-se do que descreveu como abordagens unilaterais e coercivas.

Num discurso ao país, Ghalibaf garantiu que o Irão continua a controlar o estreito de Ormuz e que iria responder a qualquer violação do cessar-fogo por parte dos EUA.

19.04.2026

Estreito de Ormuz praticamente fechado

A navegação no estreito de Ormuz encontrava-se praticamente paralisada na manhã deste domingo, após o Irão ter recuado na decisão de reabrir a via marítima e disparado contra embarcações que tentavam passar, avisando que bloquearia o tráfego na zona enquanto se mantivesse o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

O impasse sobre Ormuz - por onde transitava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundial antes da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão - ameaça agravar a crise energética que abala a economia global e minar as expectativas de um acordo de paz promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ormuz é uma das várias questões pendentes nas conversações de paz, incluindo o programa nuclear do Irão e a invasão em curso do Líbano por parte de Israel.

“Os navios aguardam instruções das forças armadas do Irão para determinar se podem passar pela rota”, informou este domingo a agência de notícias Mehr.

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