"Preço dos combustíveis é um absurdo", diz Montenegro
O primeiro-ministro falou à chegada ao Conselho Europeu, que se realiza em Bruxelas, e criticou o acordo anunciado por Donald Trump, que prevê que a Rússia forneça vários milhões de toneladas de gasóleo "para o mercado americano e mundial".
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O primeiro-ministro Luís Montenegro disse esta quinta-feira, em Bruxelas à chegada ao Conselho Europeu, que "o preço dos combustíveis é um absurdo" e pediu uma resposta comum da União Europeia à crise energética.
À margem da reunião, o primeiro-ministro referiu, em declarações aos jornalistas, que o Governo português "tem vindo a estabelecer diálogo com parceiros da União Europeia e com aliados como os Estados Unidos, no sentido de colocar na prioridade de todos a resolução diplomática do conflito no Médio Oriente, que é aquilo que permite estabilizar o petróleo nos mercados internacionais e, por via disso, estabilizar os preços dos combustíveis", sublinhou.
Já sobre o acordo anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na semana passada, que prevê que a Rússia forneça vários milhões de toneladas de gasóleo "para o mercado americano e mundial", ao longo de vários meses, o primeiro-ministro diz que este entendimento "não corresponde a um exercício consequente e coerente da resolução desta matéria".
"Não é consequente porque é consabido que o acordo estabelecido com a Rússia não vai estabilizar os preços dos combustíveis", resumiu Luís Montenegro. "E não é coerente porque dá um sinal errado relativamente ao apoio da agressão russa à Ucrânia", acrescentou.
"Tenho feito um apelo no seio das organizações onde nos integramos de que precisamos de uma intervenção que seja eficaz do ponto de vista diplomático para suster este aumento dos preços dos combustiveis que é absurdo, insensato e que atinge todos", concluiu o líder do Executivo. "Esta novidade [do acordo entre EUA e Rússia] não traz nenhuma consequência positiva", defendeu.
Trump adiantou que o acordo "transcendental" com Putin permite que a Rússia forneça "imediatamente" mais de 300.000 toneladas de combustível diesel ao mercado norte-americano e global, "outras 500.000 toneladas durante o mês de novembro e 1.000.000 de toneladas logo a seguir".