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Ao minuto17.04.2026

Bolsas europeias aplaudem reabertura de Ormuz e fecham quarta semana consecutiva de ganhos

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.

wall street bolsa mercados traders
wall street bolsa mercados traders Richard Drew/AP
Negócios 17 de Abril de 2026 às 17:43
17.04.2026

Bolsas europeias aplaudem reabertura de Ormuz e fecham quarta semana consecutiva de ganhos

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias fecharam a quarta semana de ganhos consecutiva com uma nota bastante positiva, impulsionadas pelas perspetivas de que o conflito no Médio Oriente pode estar próximo do fim e pela reabertura do estreito de Ormuz - que levou os preços do barril de petróleo a afundarem mais de 10% e a negociarem abaixo dos 90 dólares. 

O Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - encerrou a sessão com ganhos de 1,56% para 626,58 pontos, ficando a apenas cerca de dez pontos dos máximos históricos atingidos em fevereiro. O principal índice do Velho Continente já tinha arrancado a negociação desta sexta-feira em território positivo, mas os ganhos foram bastante reforçados com o anúncio da reabertura de Ormuz - apesar de o Irão já ter avisado que o mesmo pode voltar a fechar, caso os EUA não abdiquem do seu próprio bloqueio. 

Numa entrevista por telefone, o Presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu que o Irão concordou suspender o seu programa nuclear indefinitivamente, aumentando as esperanças dos investidores de que um acordo de paz pode ser assinado já nos próximos dias. O conflito no Médio Oriente já se arrasta há quase sete semanas e o impacto mergulhou o mundo na crise energética mais severa da história recente, levando várias entidades a reverem em baixa as perspetivas de crescimento para a economia global.

Mesmo assim, o principal índice europeu está prestes a apagar por completo as perdas registadas desde o desencadear da guerra no Irão. "Agora que a poeira parece estar a assentar sobre os acontecimentos no Médio Oriente, a atenção do mercado voltará a centrar-se nos fundamentais, em particular nas contas das empresas, dado que a época de resultados acaba de começar", afirma Daniel Murray, vice-diretor de investimentos da EFG Asset Management, à Bloomberg.

Entre as principais movimentações de mercado, a Alstom afundou 27%, vivendo a pior sessão desde 2023, depois de a fabricante francesa de comboios ter retirado as suas previsões para o resto do ano, alegando um progresso lento em projetos-chave relacionados com material circulante ferroviário. Por sua vez, a Delivery Hero disparou 5,2%, após a Uber Technologies ter aumentando a sua participação na rival europeia. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX acelerou 2,27%, enquanto o espanhol IBEX 35 ganhou 2,18%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,75%, o francês CAC-40 avançou 1,97%, ao passo que o neerlandês AEX ganhou 0,69% e o britânico FTSE 100 registou um acréscimo de 0,73%. Só o português PSI é que acabou pintado de vermelho, com perdas de 0,51%.

17.04.2026

Yields afundam na Zona Euro. Investidores só dão como certa uma subida nos juros

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro afundaram na derradeira sessão da semana, numa altura em que os investidores já veem o fim da guerra e o Irão decidiu reabrir o estreito de Ormuz - embora admita voltar a fechar a via marítima, caso os EUA não abandonem o bloqueio às embarcações iranianas.

O anúncio levou os preços do petróleo a afundarem, aliviando as preocupações dos investidores em relação a uma escalada inflacionista e, por conseguinte, diminuindo as apostas no número de subidas nas taxas de juro que o Banco Central Europeu (BCE) vai fazer este ano. Enquanto no início da sessão, o mercado de "swaps" dava como certas dois apertos de 25 pontos base nas taxas de juro, no final, os investidores já só têm uma subida incorporada. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos - de referência para a Zona Euro - afundaram 7,2 pontos base para 2,956%, enquanto a "yield" das obrigações francesas na mesma maturidade perdeu 9,6 pontos para 3,575%. Por Itália, o mergulho foi de 12,7 pontos para 3,676%.

Na península Ibérica, os juros da dívida soberana de Portugal a dez anos deslizaram 9,3 ponto base para 3,326%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas cedeu 9,5 pontos para 3,384%. 

Fora da Zona Euro, os juros da "Gilts" britânicas na maturidade de referência continuaram com a tendência de alívio, ao aliviarem em 8,5 pontos base para 4,761%. Os investidores já não veem quase probabilidade nenhuma de o Banco de Inglaterra avançar com duas subidas nas taxas de juro este ano. 

17.04.2026

Dólar apaga ganhos da guerra com investidores a anteciparem fim do conflito. Euro ultrapassa os 1,18 dólares

Euro dólar

O dólar apagou por completo os ganhos que vinha a registar desde o estalar do conflito no Médio Oriente, pressionado pelas perspetivas cada vez mais tangíveis de paz e depois de Teerão ter avançado com a "reabertura completa" do estreito de Ormuz - diminuindo o apetite dos investidores por ativos de refúgio. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus principais rivais - cai 0,34%, tendo chegado a ceder cerca de 0,5% e a atingir o nível mais baixo desde 27 de fevereiro na sequência da reabertura de Ormuz. Na quinta-feira, a divisa norte-americana tinha conseguido interromper uma série de nove sessões consecutivas de perdas,  apesar de os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra no Médio Oriente continuarem e Israel e Líbano terem chegado a um acordo de cessar-fogo de dez dias. 

Por sua vez, o euro avança 0,20% para 1,1804 dólares, tendo chegado a tocar nos 1,1848 dólares - o nível mais elevado desde 18 de fevereiro. Só esta semana, a moeda comum europeia acelerou quase 3%, encaminhando-se para registar o maior ganho semanal num ano. Já a libra acelera 0,20% para 1,3554 dólares, negociando próxima dos níveis que registava no período antes do conflito. 

A reabertura desta via marítima, por onde passa um quinto do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, veio travar a recuperação do dólar, mas a interrupção do bloqueio iraniano pode durar pouco. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, citada pela Bloomberg, o Irão pode vir a impedir a passagem de embarcações por esta artéria crítica do comércio global caso os EUA não abandonem o bloqueio aos navios iranianos. 

"Persistem fragilidades relacionadas com o cessar-fogo, pelo que é provável que, por enquanto, continuemos atentos às notícias", afirma Alex Cohen, estratega cambial do Bank of America, à Bloomberg. "O impacto que o aumento do preço do petróleo terá na inflação será um ponto-chave a acompanhar", explica ainda, num dia em que os preços do crude estão a desvalorizar mais de 10% e a negociar abaixo da marca dos 90 dólares por barril. 

17.04.2026

Ouro avança para máximos de quase um mês com reabertura de Ormuz

Barras de ouro suíço de 500g com pureza de 999,9

A reabertura do estreito de Ormuz levou o ouro a atingir máximos de quase um mês, com os investidores a anteciparem que o conflito possa estar uma passo mais próximo do fim. Apesar de o metal precioso beneficiar, tradicionalmente, de um aumento das tensões geopolíticas, a escalada dos preços do petróleo com o bloqueio de uma das vias marítimas mais importantes para o comércio global aumentou os receios de uma escalada da inflação e de uma política monetária mais restritiva. 

A esta hora, o ouro avança 1,50% para 4.860,32 dólares por onça, tendo chegado a avançar mais de 2% nos minutos que se seguiram ao anúncio da reabertura do estreito. Por sua vez, a prata dispara 4,76% para 82,14 dólares por onça, beneficiando ainda de um dólares mais fraco e uma queda na "yield" da dívida norte-americana - uma vez que, tal como o metal amarelo, não rende juros. 

Esta sexta-feira, minutos antes de Wall Street abrir, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Seyed Abbas Araghchi, anunciou a "reabertura completa" da navegação de embarcações comerciais no estreito de Ormuz até ao final do cessar-fogo entre Israel e o Líbano. As duas partes acordaram quinta-feira um cessar-fogo durante 10 dias com vista a alcançar um acordo de paz duradouro. 

Mesmo assim, a televisão pública iraniana afirma que esta passagem não será possível sem uma ação coordenada com a marinha do país, citando fontes das forças armadas. Já Donald Trump afirmou que o bloqueio do estreito de Ormuz por parte dos EUA vai continuar ativo, tendo implicações apenas para as embarcações com bandeira do Irão, e que o regime liderado por Mojtaba Khamenei está a remover minas da passagem marítima. 

Desde o estalar do conflito, e apesar dos avanços dos últimos dias, o ouro ainda está a negociar cerca de 8% abaixo dos níveis pré-guerra. "O ouro tem vindo a evoluir de forma inversa ao petróleo e ao dólar, mantendo, ao mesmo tempo, uma correlação positiva com os ativos de risco desde o início do conflito. Por isso, qualquer notícia relacionada com a paz poderá dar um impulso", afirma Nicky Shiels, diretor de estratégia de metais da MKS PAMP, à Bloomberg. 

17.04.2026

Reabertura de Ormuz leva Wall Street a novos máximos. Netflix afunda mais de 11% após resultados

wall street bolsa mercados traders

Os principais índices norte-americanos arrancaram a derradeira sessão da semana com novos máximos, impulsionados pela reabertura do estreito de Ormuz e pelas esperanças dos investidores de que os EUA e Irão conseguiram chegar a um acordo de paz. O anúncio do desbloqueio desta via marítima - por onde passa um quinto do petróleo e do gás natural consumidos no mundo - levou os preços do crude a afundarem mais de 10%, aliviando receios de uma escalada inflacionista por agora. 

O S&P 500 deu início à negociação com ganhos de 0,76% para 7.093,51 pontos, atingindo máximos históricos de 7.097,37 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelera 1,01% para 24.345,48 pontos, tocando num novo recorde nos 24.367,59 pontos. Já o Dow Jones valoriza 1,21% para 49.181,02 pontos, aproximando-se do valor recorde que alcançou em fevereiro. O "benchmark" norte-americano encaminha-se para fechar a semana com ganhos de mais de 3%. 

Minutos antes da abertura da sessão, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Seyed Abbas Araghchi, anunciou a até ao final do cessar-fogo entre Israel e o Líbano. Na quinta-feira, as duas partes acordaram suspender as hostilidades durante 10 dias com vista a alcançar um acordo de paz duradouro. 

Do lado dos EUA e do Irão, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Teerão está disposto a ceder em alguns pontos que têm bloqueado o fim do conflito. A publicação Axios noticia que Washington estará disposto a libertar 20 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados em troca do regime liderado por Mojtaba Khamenei abandonar as suas pretensões de enriquecer urânio - essencial para obter uma arma nuclear. 

"Agora que a poeira parece estar a assentar sobre os acontecimentos no Médio Oriente, a atenção do mercado voltará a centrar-se nos fundamentos, em particular nas contas das empresas, dado que a época de resultados acaba de começar", afirma Daniel Murray, vice-diretor de investimentos da EFG Asset Management, à Bloomberg. "As expectativas em relação aos resultados são otimistas, em consonância com as sólidas tendências macroeconómicas subjacentes", explica ainda. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Netflix afunda 11,37% para 95,53 dólares, depois de a . A empresa viu os seus lucros acelerarem 83% para 5,28 mil milhões de dólares nos primeiros três meses do ano, mas antecipa que as receitas entre abril e junho se fiquem pelos 12,57 mil milhões, contra estimativas de 12,64 mil milhões. 

17.04.2026

Petróleo cai mais de 10% após notícia da reabertura do estreito de Ormuz. Gás tomba 8%

As notícias da reabertura dp estreito de Ormuz estão a fazer afundar o petróleo. O Brent – de referência para a Europa – recua agora 10,82%, para os 88,675 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cai 11,66% para os 83,661 dólares por barril.

Também o gás cai 8,10% para 38,98 euros por megawatt/hora.

Teerão anunciou esta sexta-feira a "reabertura completa" da navegação de embarcações comerciais no estreito de Ormuz até ao final do cessar-fogo entre Israel e o Líbano.

A notícia veio trazer esperança de que a crise energética que assola o mundo desde 28 de fevereiro tenha ficado para trás.

"O mercado está agora a incorporar a ideia de que a guerra e o bloqueio do estreito terminaram", disse à Bloomberg Arne Lohmann Rasmussen, analista-chefe da Global Risk Management. "Dito isto, constatamos que isso se aplica apenas aos navios que navegam ao longo da costa iraniana. Portanto, talvez não se trate de uma abertura total", ressalvou

Notícia em atualização

17.04.2026

Taxa Euribor desce de novo a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje, de novo, a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e manteve-se acima de 2% nos três prazos.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,204%, continuou abaixo das taxas a seis (2,415%) e a 12 meses (2,685%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu hoje, ao ser fixada em 2,415%, menos 0,038 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou hoje, para 2,685%, também menos 0,038 pontos do que na sessão anterior.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje, ao ser fixada em 2,204%, menos 0,034 pontos.

Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.

A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.

Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

17.04.2026

Europa negoceia no verde e está prestes a fixar quarta semana seguida de ganhos. Alstom tomba 30%

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos contidos em praticamente toda a linha, à medida que os investidores dividem atenções entre a época de resultados do Velho Continente e sinais de que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão reunir-se novamente em breve.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,07%, para os 617,40 pontos e ainda negoceia em território negativo desde o estalar da guerra a 28 de fevereiro.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,34%, o italiano FTSEMIB avança 0,56%, o francês CAC-40 sobe 0,31%, o espanhol IBEX soma 0,24%, ao passo que o neerlandês AEX desvaloriza 0,03% e o britânico FTSE 100 recua 0,14%.

As ações da região estão a caminho de uma quarta semana de ganhos, à medida que os esforços no Médio Oriente para que seja alcançado um acordo de paz ajudam a estabilizar os preços do petróleo. Ainda assim, o índice de referência permanece abaixo dos níveis pré-guerra e analistas questionados pela Bloomberg veem poucas perspetivas de subida para a Europa este ano, esperando que as revisões em baixa dos resultados e a geopolítica limitem os ganhos das cotadas.

“Agora que a poeira parece estar a assentar sobre os acontecimentos no Médio Oriente, a atenção do mercado voltará a centrar-se nos fundamentos, em particular nos lucros, dado que a época de divulgação de resultados acabou de começar”, disse à agência de notícias financeiras Daniel Murray, da EFG Asset Management.

Entre os setores, o dos media (+0,88%), dos serviços financeiros (+0,59%) e o tecnológico (+0,57%) registam as maiores valorizações, enquanto o dos recursos naturais (-1,47%), as “utilities” (-0,67%) e o da construção (-0,46%) lideram as perdas.

Já quanto aos movimentos do mercado, a Alstom tomba quase 30%, já tendo chegado a recuar cerca de 36% no arranque da sessão - a maior perda intradiária desde 2023 -, depois de o fabricante francês de comboios ter retirado a sua previsão de fluxo de caixa para os próximos três anos. Já a Delivery Hero soma mais de 1,50%, após a Prosus ter vendido uma participação de 4,5% na empresa de entregas à Uber Technologies.

17.04.2026

Juros aliviam em praticamente toda a linha. "Bunds" destoam

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios em praticamente toda a linha na última sessão da semana, com uma queda dos preços do crude a aliviar as preocupações dos mercados em relação a uma escalada da inflação, à medida que se antecipa que o Banco Central Europeu (BCE) poderá decidir manter os juros diretores inalterados na sua reunião do final deste mês.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravam-se em 0,2 pontos base para 3,030%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade segue a tendência inversa e cai 0,6 pontos para 3,665%. Já em Itália, os juros recuam 0,5 pontos para os 3,797%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos alivia 0,3 pontos base para 3,416%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cede 0,4 pontos, para 3,474%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, mantêm-se inalteradas nos 4,847%.

17.04.2026

Otimismo em torno de negociações de paz com o Irão faz dólar "tropeçar" pela segunda semana consecutiva

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar está a oscilar entre ganhos e perdas e perto de fixar uma segunda semana seguida de desvalorizações, com o cessar-fogo anunciado entre Israel e o Líbano, assim como perspetivas de negociações entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, a levar os “traders” a liquidar posições em ativos-refúgio, como é o caso da “nota verde”.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – segue praticamente inalterado e soma 0,03%, para os 98,242 pontos, tendo cedido a maior parte dos ganhos provocados pela guerra, à medida que o otimismo em relação ao cessar-fogo continua a reduzir a procura por ativos seguros. Desde o estalar do conflito que o dólar tem sido o refúgio predileto dos investidores.

Noutros pontos, face ao iene, o dólar cede 0,03%, para os 158,960 ienes. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, evitou na quinta-feira dar sinais de que um aumento das taxas de juro estivesse previsto para este mês, aumentando a probabilidade de que o banco mantenha as taxas inalteradas, pelo menos até junho.

Por cá, o euro soma 0,01%, para 1,178 dólares e caminha para uma terceira semana de ganhos, já tendo recuperado em grande parte as perdas que vinha a registar desde o início da guerra no Médio Oriente. Já a libra cede 0,01%, para os 1,353 dólares. Ambas as divisas oscilam perto de máximos de sete semanas.

17.04.2026

Ouro caminha para quarta semana consecutiva de ganhos

Barras de ouro suíço de 500g com pureza de 999,9

O ouro está a registar uma valorização contida nesta sexta-feira, à medida que se aproxima do quarto ganho semanal consecutivo, com esperanças de que um acordo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão possa ser alcançado, aliviando receios de um impacto económico duradouro.

A esta hora, o ouro ganha 0,06%, para os 4.792,860 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 0,74%, para os 78,843 dólares por onça.

Até agora, o metal amarelo já ganhou cerca de 1% esta semana. Um cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor na quinta-feira e o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a próxima reunião entre os Estados Unidos e o Irão poderá ocorrer durante o fim de semana.

Também uma queda do dólar apoia a valorização do ouro, à medida que a “nota verde” caminha para uma segunda queda semanal consecutiva. Já os preços do petróleo negoceiam em queda, aliviando os receios de uma inflação mais elevada, devido ao otimismo de que a guerra com o Irão possa estar a chegar ao fim.

As preocupações de que os preços mais elevados da energia possam alimentar a inflação e manter as taxas de juro globais mais altas por mais tempo fizeram com que os preços do ouro caíssem mais de 8% desde o início da guerra com o Irão, no final de fevereiro.

Embora o ouro seja considerado uma proteção contra a inflação, as taxas de juro mais altas reduzem a procura por ouro, que não rende juros. Nesta medida, os “traders” estimam agora uma probabilidade de 27% de um corte de 25 pontos base na taxa de juro da Reserva Federal em dezembro. Antes da guerra, havia expectativas de duas reduções para este ano.

Ainda a impactar a negociação do metal amarelo, os bancos indianos suspenderam as encomendas de ouro e prata a fornecedores estrangeiros, com toneladas destes metais retidos nas alfândegas, uma vez que ainda não foi emitida uma ordem governamental formal que autorize a importação de metais preciosos.

17.04.2026

Petróleo cede com Brent a oscilar em torno dos 98 dólares por barril

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo estão a registar ligeiras desvalorizações, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assumido um tom otimista quanto às perspetivas de um cessar-fogo permanente entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.

O Brent – de referência para a Europa – recua agora ligeiros 0,58%, para os 98,81 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cai 0,96% para os 93,78 dólares por barril.

Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista perdas e cede 0,51%, para mais de 42 euros por megawatt-hora.

Alguns líderes árabes do golfo e europeus afirmaram que um acordo de paz entre os EUA e o Irão poderá demorar cerca de seis meses a ser alcançado e que as partes devem prolongar o cessar-fogo para cobrir esse período, segundo fontes oficiais citadas pela Bloomberg.

“O tema dominante agora não é a escalada, mas a estabilização”, disse à agência de notícias financeiras Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova. “Os mercados petrolíferos estão a enviar uma mensagem clara: o medo impulsionou a recuperação, a diplomacia está a impulsionar a correção e a incerteza irá impulsionar a volatilidade daqui para a frente”, resumiu.

Na quinta-feira, o Presidente dos EUA afirmou que não esperava ter de prolongar o cessar-fogo de duas semanas – que termina na próxima terça-feira - para chegar a um acordo, prevendo uma resolução “em breve”, mas que, se fosse necessário, o faria.

O republicano revelou ainda que poderá viajar para o Paquistão — que acolheu uma primeira ronda de negociações — caso se chegasse a um acordo com o Irão.

Após um período de negociação excecionalmente volátil, os movimentos dos preços acalmaram, com o Brent a oscilar numa faixa de cerca de 10 dólares por barril esta semana, em comparação com o recorde de 38 dólares em meados de março. Um indicador da volatilidade do contrato de futuros situa-se agora perto do nível mais baixo desde o início do mês passado.

17.04.2026

Ásia fecha em baixa e interrompe "rally". Fabricante chinesa de chips Yuanjie dispara 9% e destrona Moutai

A recuperação dos mercados bolsistas que levou vários índices a atingirem novos recordes estagnou na Ásia nesta sexta-feira, à medida que os investidores reduziram as suas posições antes do fim de semana, enquanto aguardam avanços na prorrogação do cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão. Os índices de Wall Street fecharam ontem em máximos históricos e os futuros do S&P 500 permanecem ainda inalterados. Já pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem 0,10%.

Pelo Japão, o Topix caiu 1,01%. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e perdeu 1,13%, depois de ontem ter atingido um novo máximo histórico, assim como um recorde de fecho. Já por Taiwan, o TWSE recuou 0,88%, pondo fim a dois dias consecutivos de novos recordes, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi desvalorizou 0,45%. No que toca à China, o Hang Seng de Hong Kong cedeu 1,19% e o Shanghai Composite registou uma ligeira queda de 0,15%.

O Brent caiu mais de 1%, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter manifestado otimismo quanto à garantia de um cessar-fogo permanente com o Irão. Os investidores aguardam progressos nas negociações que possam reabrir o estreito de Ormuz, facilitando o fluxo de petróleo bruto e aliviando a pressão sobre as economias, após a subida dos preços da energia na sequência do início do conflito, no final de fevereiro.

E embora o petróleo tenha reduzido o seu prémio de risco impulsionado pela guerra e as ações tenham subido para máximos históricos, decisores de política monetária continuam a alertar que os mercados podem estar a subestimar o impacto económico da guerra. “Os mercados entram na última sessão da semana situados em níveis técnicos e psicológicos fundamentais, com a convicção ainda a faltar, enquanto os investidores aguardam sinais mais claros do Médio Oriente”, escreveu à Bloomberg Nick Twidale, da AT Global Markets.

Nesta medida, Trump afirmou, sem apresentar provas, que o Irão tinha concordado com condições às quais há muito se opunha, incluindo a renúncia às ambições de possuir armas nucleares e a entrega de urânio aos EUA. O acordo incluiria também “petróleo gratuito” e a abertura do estreito de Ormuz, afirmou o republicano. As perspetivas de um acordo com o Irão “parecem muito boas”, acrescentou.

Ainda assim, Teerão não confirmou ter feito essas concessões. Trump anunciou, também, um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano.

Entre os movimentos de mercado pela região asiática, a fabricante chinesa de chips Yuanjie Semiconductor Technology (+9,34%) ultrapassou a Kweichow Moutai (-3,94%) e tornou-se na ação unitária mais cara da China continental, revelando uma mudança no interesse dos investidores em direção à tecnologia e marcando um afastamento dos líderes da “velha economia”. As ações da Yuanjie Semiconductor Technology atingiram um máximo histórico de 1.439 yuans nesta sexta-feira. Entretanto, a principal destilaria da China registou a maior queda em um ano, após anunciar a sua primeira queda anual nas vendas e nos lucros em duas décadas.

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