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Ao minuto17.03.2026

Europa avança apesar de nova subida nos preços da energia. "Benchmark" de volta aos 600 pontos

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

17 de Março de 2026 às 17:50
17.03.2026

Europa avança apesar de nova subida nos preços da energia. "Benchmark" de volta aos 600 pontos

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias encerraram a segunda sessão consecutiva de ganhos, apesar de os preços do petróleo e do gás natural até terem voltado a aumentar esta terça-feira. O conflito continua a não dar tréguas aos investidores, mas a promessa de França ajudar a escoltar navios pelo estreito de Ormuz depois de a guerra no Irão terminar está a devolver algum otimismo aos mercados. 

O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, terminou a negociação com ganhos de 0,67% para 602,45 pontos, voltando a fechar acima dos 600 pontos. As ações ligadas à energia lideraram os ganhos setoriais, com a TotalEnergies e a Shell a brilharem entre os seus pares europeus. Já o setor dos media e de produtos de consumo acabaram por registar o pior desempenho, com o primeiro a perder mais de 1% do seu valor. 

"Após os picos acentuados da volatilidade tanto nas ações como no petróleo, uma parte significativa da reavaliação do risco parece já ter ficado para trás", refere Mathias Heim, diretor de investimentos da Bellecapital, à Bloomberg, Os investidores estiveram ainda a reagir à evolução do sentimento económico na Zona Euro, que acabou por afundar com o estalar da guerra no Médio Oriente, o que pode levar o Banco Central Europeu (BCE) a adotar uma posição mais cautelosa na altura de subir as taxas de juro - embora o mercado ainda tenha dois apertos em cima da mesa. 

No Médio Oriente, os ataques continuam e Israel afirmou ter matado o chefe de segurança do Irão. O regime liderado por Mojtaba Khamenei teve ainda na mira uma série de infraestruturas energéticas dos países do Golfo Pérsico e, apesar de os preços do petróleo continuarem a subir, os EUA referiram mesmo que podem alargar as hostilidades agora contra campos petrolíferos do Irão. 

Na segunda-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha pedido aos seus aliados da NATO e outros países para ajudarem na proteção do estreito de Ormuz e na escolta de navios. No entanto, o apelo acabou rejeitado por parte de vários líderes europeus, que se recusavam a integrar uma guerra que dizem não ter começado e ser da responsabilidade dos EUA e de Israel. Já esta terça-feira, o líder norte-americano referiu que já não precisa de ajuda.

Entre as principais movimentações de mercado, a Springer Nature disparou 12,75%, depois de o grupo editorial alemão ter visto as suas receitas crescerem 6,2% para 1.926,4 milhões de euros. Já a Amplifon caiu pela segunda sessão consecutiva, afundando 10,62%, após a empresa ter adquirido a divisão de aparelhos auditivos da GN Store Nord, pagando em dinheiro e emitindo ações como parte do negócio. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,71%, o espanhol IBEX 35 somou 0,92%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,22%, o francês CAC-40 subiu 0,49%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,83% e o neerlandês AEX ganhou 0,5%.

17.03.2026

Juros afundam na Zona Euro. Itália lidera quedas

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a sessão desta terça-feira com grandes alívios, apesar de os preços do petróleo até terem voltado a aumentar. No entanto, os investidores decidiram focar-se na evolução do sentimento económico na região, que acabou por afundar com a chegada da guerra e que pode levar o Banco Central Europeu (BCE) a ser um pouco mais cauteloso na subida das taxas de juro - embora o mercado continue a ver uma boa probabilidade de existirem dois apertos monetários este ano. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuaram 4,6 pontos base para 2,902%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 6,1 pontos para 3,553%. Já em Itália, deslizaram 6,9 pontos para 3,653%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos cederam 6,1 pontos base para 3,316%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas com a mesma maturidade perdeu 5.5 pontos para 3,382%.

Fora da Zona Euro, a tendência foi a mesma. Os juros das "Gilts" britânicas cederam 7,5 pontos base para 4,692%, enquanto, nos EUA, a "yield" das obrigações a dez anos negoceia com perdas de 2,7 pontos para 4,189%, depois de um novo relatório do mercado laboral norte-americano ter revelado uma desaceleração na criação de emprego no setor privado na semana passada. 

17.03.2026

Dólar perde pela segunda sessão consecutiva. Euro avança com aperto monetário no radar

Libra e iene ganham força contra o dólar americano

O dólar está a negociar pela segunda sessão consecutiva no vermelho face aos seus principais concorrentes esta terça-feira, num dia em que os investidores antecipam quais poderão ser os próximos movimentos da Reserva Federal (Fed) norte-americana. A escalada dos preços da energia não vai deixar de ter impacto na inflação e os mercados mostram-se cada vez menos otimistas em relação ao futuro da política monetária do país. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg recua 0,13%, depois de já ter perdido terreno na sessão anterior. O euro avança 0,24% para 1,1533 dólares, beneficiando das probabilidades do Banco Central Europeu (BCE) avançar com duas subidas nas taxas de juro este ano, enquanto a libra acelera 0,21% para 1,3348 dólares e a "nota verde" cede 0,08% para 158,95 ienes. 

O dólar pode estar ainda a ser pressionado pela dificuldade de Donald Trump, Presidente dos EUA, em conseguir aliados para proteger o estreito de Ormuz, refere Marc Chandler, diretor de estratégia de mercados da Bannockburn Global, à Bloomberg. A rejeição do apelo por parte de vários líderes de países que integram a NATO poderá "estar a suscitar uma reação semelhante à das ameaças sobre a Gronelândia", que fizeram com que o dólar caísse para mínimos de vários anos. 

Ainda esta terça-feira, , mas rejeitou necessitar de ajuda nas hostilidades. "Devido ao facto de termos tido um grande sucesso militar, já não precisamos, nem queremos, a ajuda dos países da NATO", atirou o líder americano numa , referindo ainda que a organização é uma via de sentido único. "Nós vamos protegê-los, mas eles nunca farão algo por nós", afirma. 

Já o dólar australiano avança 0,48% para 0,7106 dólares, depois de o banco central do país ter decidido aumentar as taxas de juro em 25 pontos base - uma decisão que já era esperada pelos mercados. 

17.03.2026

Ouro cai para menos de 5 mil dólares com guerra no Irão a pressionar

ouro

O ouro chegou a cair para menos de 5 mil dólares por onça esta terça-feira, pressionado pela escalada dos preços da energia que continua a levar os investidores a diminuir as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a cortar as taxas de juro este ano. O metal amarelo, uma vez que não rende juros, tende a desvalorizar num ambiente de política monetária mais restritivo. 

A esta hora, o ouro recua 0,07% para 5.003,15 dólares por onça, tendo chegado a desvalorizar 0,65% para 4.973,81dólares. O movimento surgiu na sequência de um aumento superior a 2% dos preços dos combustíveis, num dia em que o Irão voltou a atacar infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico, levando à interrupção da produção em campos de petróleo e de gás na região - uma das mais importantes de todo o mundo. 

O conflito no Médio Oriente não dá sinais de arrefecer e já se encontra na terceira semana. Esta terça-feira, Israel revelou ter matado o chefe de segurança iraniano, Ali Larijani, num dia em que os ataques mútuos na região se intensificaram. O até agora diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, anunciou a sua demissão em protesto contra a guerra no Irão, acusando Israel de pressionar o país para avançar com um ataque contra o Irão. 

Ao mesmo tempo, a Fed deu o pontapé de saída a uma reunião de dois dias esta terça-feira, onde a guerra no Irão deverá ser um assunto incontornável. O mercado de "swaps" não vê o banco central a mexer nas taxas de juro nesta reunião e aponta para apenas um corte de 25 pontos base este ano - comparado com os dois alívios antecipados antes do estalar do conflito no Médio Oriente. 

No entanto, Joni Teves, estratega de metais preciosos do UBS Group AG, refere numa nota a que a Bloomberg teve acesso que os investidores só têm prestado atenção a apenas "uma peça do quebra-cabeças" trazido pela guerra. A perspetiva de menos cortes nas taxas de juro face à escalada dos preços da energia é certa, mas Teves avisa para a necessidade de maiores estímulos monetários para combater o crescimento mais fraco da economia - o que poderá acabar por beneficiar o ouro. 

17.03.2026

Petróleo acelera mais de 2% com novos ataques no Golfo Pérsico

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

O preço do barril de petróleo está mais uma vez a valorizar, após uma pequena retração na sessão anterior, numa altura em que os ataques à infraestrutura energética nos países do Golfo Pérsico continuam e ameaçam a capacidade de produção de crude na região. Os investidores continuam ainda a avaliar a situação no estreito de Ormuz, depois de uma embarcação com bandeira paquistanesa ter conseguido atravessar esta artéria crítica do comércio global. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 2,44%, para os 95,81 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 2,45% para os 102,70 dólares por barril. Os dois "benchmarks" chegaram a disparar mais de 4% esta manhã, depois de os Emirados Árabes Unidos terem suspendido as operações num campo de exploração de gás e um campo petrolífero iraquiano ter sido atingido por uma nova investida atribuída ao Irão. 

Os ataques só vêm alimentar os receios de grandes disrupções no abastecimento global de energia por todo o mundo, numa altura em que a guerra no Médio Oriente entra na sua terceira semana sem sinais de alívio das tensões. Desde o estalar do conflito, os preços do petróleo já valorizaram mais de 40% e, no arranque da semana passada, quase tocaram nos 120 dólares por barril - um novo máximo desde a crise energética de 2022, quando a Ucrânia foi invadida pela Rússia. 

"Ainda existe uma mistura de descrença e esperança de que isto termine em breve", explica Bob McNally, presidente da consultora Rapidan Energy Group e antigo funcionário da Casa Branca, numa entrevista à Bloomberg TV. "Mas a situação não está a abrandar e o preço do petróleo bruto continua a subir", refere ainda. Na segunda-feira, Donald Trump, Presidente dos EUA, ameaçou atacar infraestrutura petrolífera do Irão e apelou aos seus aliados que o ajudem a defender o estreito de Ormuz - um pedido que foi rejeitado por vários líderes europeus e, agora, retirado de cima da mesa pelo líder norte-americano, que diz que os EUA "não precisam da ajuda de ninguém". 

No Médio Oriente, os países continuam a cortar na produção de petróleo devido à dificuldade em escoar as suas reservas. No relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), a entidade apontava para uma , mas entretanto os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait já anunciaram mais cortes. Já a Arábia Saudita está a tentar encontrar alternativas ao estreito de Ormuz. 

17.03.2026

Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo

Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris das reservas de petróleo dentro do acordo alcançado na Agência Internacional da Energia para tentar controlar os preços dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente, anunciou esta terça-feira o Governo.

Os 11,5 milhões de barris correspondem a 12,3 dias de consumo de petróleo em Espanha e 2,9% do total de reservas no país, disse o Ministério da Transição Ecológica, num comunicado.

Numa primeira fase, imediata, serão libertadas reservas de petróleo da indústria, uma vez que os operadores podem fazê-las chegar ao consumidor final rapidamente.

Serão libertados perto de quatro milhões de barris (o equivalente a quatro dias de consumo), nesta primeira fase, que se prolongará durante 15 dias a contar desde 11 de março, quando foi alcançado o acordo na Agência Internacional de Energia (AIE).

Depois, serão libertados barris em diversas fases e em função da evolução da situação, podendo ser usadas reservas da indústria e da Corporação de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos de Espanha

Os membros AIE alcançaram no dia 11 de março um acordo para a libertação e colocação no mercado de 400 milhões de barris de petróleo durante 90 dias, para moderar o impacto da guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão, a que Teerão responder.

17.03.2026

Wall Street ignora nova subida nos preços do petróleo e negoceia no verde. Delta Air Lines dispara 5%

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta terça-feira em território positivo, apesar de os preços do petróleo estarem, mais uma vez, a valorizar, impulsionados por novos ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente. A escalada sustentada dos preços da energia vai levar a um aumento da inflação tanto no curto como no longo prazo e os investidores preparam-se para esse cenário reduzindo as probabilidades da Reserva Federal (Fed) cortar as taxas de juro este ano. 

A esta hora, o S&P 500 acelera 0,69% para 6.745,46 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,70% para 22.529,80 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,94% para 47.387,04 pontos. Já na sessão anterior, Wall Street tinha conseguido ignorar as hostilidades entre EUA, Israel e Irão, servindo-se da passagem de alguns navios pelo estreito de Ormuz - um deles sem rastreio ativo - para conseguir valorizar. 

"Quanto mais tempo o preço do petróleo se mantiver acima dos 100 dólares por barril, mais fortes serão os sinais de alarme para o mercado quanto aos riscos de inflação", explica Dan Coatsworth, diretor de mercados da AJ Bell, à Bloomberg. Desde o estalar do conflito, o crude já valorizou mais de 40%, atingindo máximos de 2022, com a suspensão de operações num campo petrolífero dos Emirados Árabes Unidos e ataques a portos do país e também iraquianos a serem só os mais recentes desenvolvimentos numa guerra que já está na terceira semana. 

Esta terça-feira, arranca a reunião de dois dias da Fed e os economistas não antecipam qualquer mexida na política monetária. Antes da guerra, os mercados ainda apontavam para, pelo menos, dois cortes nas taxas de juro este ano, depois de o banco central norte-americano ter optado por uma posição muito mais cautelosa face aos pares mundiais, mas com a chegada do conflito os investidores só já veem um alívio de 25 pontos-base no radar. 

Apesar de os preços do petróleo continuarem a crescer, as companhias aéreas - que figuram entre as empresas mais penalizadas pelos investidores com o estalar da guerra - estão agora a beneficiar das boas previsões da Delta para este trimestre. A empresa decidiu rever em alta as estimativas de receitas para os primeiros três meses do ano, o que está a fazer com que as ações disparem 5,03% e devolvam o otimismo ao resto do setor

Por sua vez, a Nvidia avança 0,34%, depois de já ter valorizado mais de 1% na sessão passada, beneficiando das previsões de receita apresentadas pelo CEO da empresa. Numa conferência sobre inteligência artificial (IA) realizada na segunda-feira, Jensen Huang procurou mais uma vez acalmar a ansiedade dos investidores em torno da tecnologia e revelou que antecipa que a

17.03.2026

Euribor desce a três meses e sobe de novo a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu a três meses e voltou a subir, pela quarta sessão consecutiva, a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,148%, continuou abaixo das taxas a seis (2,333%) e a 12 meses (2,547%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,333%, mais 0,021 pontos do que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou, para 2,547%, mais 0,007 pontos do que na segunda-feira. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou ao ser fixada em 2,148%, menos 0,009 pontos do que na segunda-feira.

Esta semana, realiza-se a reunião de política monetária do BCE na quarta e na quinta-feira em Frankfurt, Alemanha, e os mercados antecipam que a instituição mantenha de novo as taxas diretoras.

17.03.2026

Europa mantém recuperação e negoceia com ganhos. Alemã Springer pula 7%

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos, já depois de terem arrancado a sessão no vermelho, enquanto os investidores continuam a avaliar os desenvolvimentos em torno do conflito no Médio Oriente, com os preços do petróleo a voltarem a registar subidas.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,39%, para os 600,78 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,26%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,72%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,60%, o francês CAC-40 pula 0,63%, ao passo que o neerlandês AEX regista ganhos de 0,27% e o britânico FTSE 100 avança 0,49%.

A guerra no Irão e a subida vertiginosa dos preços da energia têm afetado fortemente as ações europeias desde o arranque do mês, depois de o índice de referência - o Stoxx 600 - ter registado ganhos nos oito meses anteriores, num clima de otimismo em relação à despesa orçamental na região.

A Europa é dependente das importações de petróleo e gás, e os investidores temem que o aumento dos preços prejudique o crescimento económico, ao mesmo tempo que acelera a inflação. “Penso que o mercado está a mudar de rumo, passando de uma reação reflexiva à crise para uma avaliação mais deliberada do que se segue”, disse à Bloomberg Mathias Heim, da Bellecapital. “Após os picos acentuados na volatilidade implícita tanto nas ações como no petróleo, uma parte significativa da reavaliação do risco parece ter ficado para trás”, sublinhou o mesmo especialista.

Nesta medida, o otimismo dos investidores em relação ao crescimento europeu este ano caiu drasticamente desde o início da guerra, à medida que aumentam as preocupações com a estagflação, de acordo com um inquérito do Bank of America a gestores de fundos europeus. Este inquérito revelou que 29% dos gestores de fundos esperam agora uma aceleração da economia europeia, uma descida em relação aos 74% de há um mês.

Entretanto, a escalada militar no Médio Oriente não tem contribuído para impulsionar as ações do setor da defesa do Velho Continente, com os investidores aparentemente relutantes em aumentar as suas posições, dado as elevadas valorizações destas cotadas e algum ceticismo de que estas empresas conseguirão fazer crescer os seus lucros, com as ações do setor a manterem-se sem grandes alterações desde meados de janeiro. Algumas das cotadas da área, como a Rheinmetall, a Leonardo e a Thales registam todas desvalorizações de mais de 1%.

Entre os setores, o das “utilities” (+1,39%) lidera as subidas, seguido do automóvel (+1,06%) e das seguradoras (+0,89%). Por outro lado, o tecnológico (-0,39%), os media (-0,39%) e os bend domésticos (-0,30%) registam as maiores desvalorizações.

Quanto aos movimentos do mercado, a Springer Nature soma mais de 7% depois de o “outlook” da editora alemã para 2026 se ter revelado melhores do que o esperado.

17.03.2026

Juros aliviam na Zona Euro em semana de decisão do BCE

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviam em toda a linha nesta manhã, a poucos dias da reunião de política monetária do Banco Central Europeu e também do Banco de Inglaterra, na quinta-feira.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, aliviam 1,8 pontos base para 2,929%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 2,9 pontos para 3,584%. Já os juros das obrigações italianas seguem a mesma tendência e recuam 3,5 pontos para 3,688%.

Pela península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa também a dez anos aliviam 2,9 pontos base para 3,348%. Já em Espanha, a "yield" das obrigações cede 2,6 pontos para 3,411%.

Fora da Zona Euro, a tendência mantém-se no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a aliviarem 4,4 pontos base para 4,723%.

17.03.2026

Euro e libra com ganhos modestos face à "nota verde" antes das decisões dos bancos centrais

Euro dólar

O dólar segue a negociar sem grandes oscilações nesta manhã, à medida que os “traders” continuam a avaliar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente e o petróleo volta a ganhar tração, na véspera de ser conhecida a decisão de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana.

O índice do dólar – que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,17%, para os 99,881 pontos, elevando os seus ganhos para cerca de 2,5% desde o início da guerra.

A subida dos preços do petróleo desencadeou uma reavaliação acentuada das perspetivas de taxas de juro em todo o mundo, o que tem impulsionado a “nota verde” face à maioria das suas concorrentes, também devido ao facto de os EUA não dependerem de importações de crude, como é o caso da Europa e do Japão. Espera-se que a maioria dos bancos centrais, incluindo a Reserva Federal, o Banco de Inglaterra e o Banco Central Europeu, mantenham as taxas diretoras inalteradas, e as atenções estarão voltadas para os comentários dos responsáveis e perspetivas futuras.

A esta hora, o dólar valoriza 0,03%, para os 159,110 ienes, depois de a divisa nipónica ter atingido mínimos de 2024 na semana passada. O iene registou uma queda superior a 2% face ao dólar só em março. O governador do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, afirmou que a inflação subjacente está a acelerar em direção à meta de 2% do banco central, antes da sua reunião de política monetária de dois dias que termina na quinta-feira.

Já pela Europa, a libra soma 0,04% para os 1,333 dólares e o euro ganha 0,05%, para os 1,151 dólares, com a moeda única a recuperar de mínimos de cerca de sete meses atingidos na segunda-feira.

17.03.2026

Ouro ganha terreno na véspera de decisão da Fed

O ouro está a negociar com valorizações contidas nesta terça-feira, impulsionado pela diminuição dos receios de perturbações prolongadas nos transportes de petróleo produzido no Médio Oriente, enquanto os "traders” avaliam o impacto económico do conflito na região, na véspera de uma série de decisões de política monetária de vários bancos centrais durante esta semana.

A esta hora, o ouro sobe 0,31%, para os 5.021,730 dólares por onça.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, afirmou na segunda-feira que o estreito de Ormuz não está fechado a todos, havendo relatos de navios que atravessaram a via marítima, incluindo um petroleiro que rumou em direção à China.

No entanto, o petróleo mantém-se acima dos 100 dólares por barril, já que continuam, ainda assim, a existir fortes disrupções na passagem pelo estreito de Ormuz, naquela que já é considerada a maior perturbação dos abastecimentos globais de sempre.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou o seu apelo para que vários países ajudassem a desbloquear o estreito.

Os preços mais elevados do crude alimentam a inflação. E embora o ouro seja visto como uma proteção contra a inflação, taxas diretoras mais elevadas não beneficiam o metal amarelo, que não rende juros. Nesta linha, espera-se que a Reserva Federal dos EUA mantenha as taxas inalteradas pela segunda reunião consecutiva na quarta-feira.

Os bancos centrais do Reino Unido, da Zona Euro, do Japão, do Canadá, da Suíça e da Suécia também reúnem-se esta semana pela primeira vez desde o início da guerra no Médio Oriente.

No que toca à prata, o metal precioso negoceia com ganhos de 0,51%, para os 81,189 dólares por onça.

17.03.2026

Ataques iranianos a infraestruturas energéticas dão impulso a preços do crude e gás

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

Os preços do petróleo negoceiam com valorizações esta manhã, à medida que o Irão parece intensificar os seus ataques contra infraestruturas energéticas de países vizinhos. A subida do crude chega depois de os preços terem ontem recuado quase 3%, estabilizando abaixo dos 100 dólares por barril, naquela que foi a primeira queda em quase uma semana.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 3,52%, para os 96,79 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 3,19% para os 103,41 dólares por barril.

As operações no campo de gás de Shah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), foram suspensas e um campo petrolífero iraquiano também foi alvo de drones e mísseis. Os carregamentos de crude no porto de Fujairah, também nos EAU, foram novamente suspensos, de acordo com uma nota da Inchcape Shipping Services citada pela Bloomberg.

Os ataques prejudicaram ainda mais as perspetivas para o abastecimento energético global, à medida que a guerra entra na sua terceira semana, com a paragem quase total do tráfego marítimo no estreito de Ormuz a começar a afetar os consumidores, especialmente na Ásia.

O petróleo já escalou mais de 40% desde o início da guerra, mas os preços caíram na segunda-feira, à medida que os EUA se preparavam para libertar a primeira parcela das reservas de emergência de petróleo bruto. “Há uma força a empurrar e outra a puxar que estão constantemente a arrastar o mercado para cima e para baixo”, disse à agência de notícias financeiras Rebecca Babin, da CIBC Private Wealth Group LLC. “Este é um mercado com cerca de 100 histórias a decorrerem ao mesmo tempo, que tenta freneticamente determinar quanta oferta está fora do mercado”, sublinhou.

Nesta linha, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou alargar os ataques à Ilha de Kharg para atingir infraestruturas petrolíferas iranianas.

Washington está ainda a permitir que o Irão continue a transportar petróleo através do estreito de Ormuz, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, à CNBC, enquanto a Arábia Saudita está a apressar-se para aumentar as exportações através de uma rota alternativa que contorna Ormuz.

A passagem pelo estreito deverá tornar-se “cada vez mais condicionada”, com o Irão a permitir a passagem de alguns navios dependendo da sua afiliação, afirmaram numa nota analistas do JPMorgan. O número de navios iranianos que atravessaram a via marítima atingiu na segunda-feira um pico desde o arranque da guerra, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Entre eles estava um petroleiro com destino à China.

Entre outras matérias-primas, o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – ponto de negociação nos Países Baixos –, soma cerca de 2,70%, para 52,270 euros por megawatt-hora.

17.03.2026

Ásia fecha mista com nova subida do petróleo a pressionar. Futuros europeus apontam para quedas

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação divididos entre ganhos e perdas, enquanto uma recuperação dos ativos de risco registada ontem pela Europa e os EUA parece estar hoje a perder fulgor, à medida que os preços do petróleo voltam a subir nos mercados internacionais. Tanto os futuros do Euro Stoxx 50 como do norte-americano S&P 500 cedem cerca de 0,50% a esta hora.

Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,094% e o Topix subiu 0,45%. Já o sul-coreano Kospi valorizou 1,63%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,16% e o Shanghai Composite perdeu 0,85%. Por Taiwan, o TWSE pulou 1,48%.

A agravar o clima, o barril de Brent subiu 3,7% para cerca de 104 dólares — recuperando da queda de 2,8% registada na segunda-feira —, à medida que o .

As ações asiáticas reduziram grande parte dos ganhos anteriores perto do final da sessão, já depois de as terem impulsionado as ações tecnológicas da região.

Pelo Japão, tecnológicas como a Fujikura (-4%) e a Lasertec (-5,16%) pesaram fortemente sobre o Nikkei, à medida que os investidores se tornaram mais avessos ao risco na sequência de uma subida do preço do petróleo bruto.

Já as empresas marítimas de transporte de mercadorias ganharam terreno, com a perturbação persistente no estreito de Ormuz a alimentar as expectativas de taxas de contentores mais elevadas por mais tempo. Nesta medida, a Nippon Yusen e a Kawasaki Kisen valorizaram mais de 5% e 6%, respetivamente.

No plano geopolítico, o conflito no Médio Oriente continuou a repercutir-se nos mercados, com os investidores a acompanharem de perto o tráfego marítimo no estreito de Ormuz. O Presidente dos EUA, Donald Trump, na proteção da via marítima, enquanto ameaçou alargar os ataques às infraestruturas petrolíferas do Irão.

“À medida que a guerra com o Irão continua, os preços do petróleo estão a ditar o clima e as notícias do estreito de Ormuz estão a condicionar os mercados”, escreveu à Bloomberg Bob Savage, do BNY, numa nota. “As preocupações para esta semana giram em torno de como os bancos centrais vão lidar com estas questões”, acrescentou.

Trump solicitou à China que adiasse uma cimeira com Xi Jinping por cerca de um mês devido à guerra. “A possibilidade de a reunião entre os EUA e a China poder ser adiada por um mês também pode ser interpretada como um sinal de que a guerra com o Irão provavelmente se arrastará por mais tempo do que o esperado”, referiu à agência de notícias financeiras Hideyuki Ishiguro, da Nomura Asset Management. “Isso pesaria sobre os mercados acionistas”, sublinhou o mesmo especialista.

Os mercados estão a começar a virar a sua atenção para importantes reuniões de política monetária nesta semana, incluindo do Banco do Japão, da Reserva Federal, do Banco Central Europeu e do Banco de Inglaterra, num contexto de subida dos preços da energia devido à guerra no Irão. Na terça-feira, o banco central da Austrália aumentou a sua taxa de juro de referência pela segunda reunião consecutiva.

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