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Ao minuto28.09.2026

Bolsas europeias em terreno misto com aumento dos juros da dívida

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta segunda-feira. Dia fica marcado por nova subida nos preços do petróleo. Aumento do "ouro negro" pesa no sentimento dos investidores.

28 de Setembro de 2026 às 17:46
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28.09.2026

Bolsas europeias em terreno misto com aumento dos juros da dívida

As principais bolsas europeias fecharam a sessão desta segunda-feira em terreno misto, num dia marcado pela subida dos juros da dívida, um pouco por toda a Europa e nos EUA, e pelo aumento do preço do petróleo.

O Stoxx 600, de referência para a Europa, chegou ao fim da sessão praticamente inalterado, em 638,68 pontos. Ao mesmo tempo, e o francês CAC 40 avançou 0,01% para 8.078,48 pontos. Em sentido oposto, o espanhol IBEX caiu 0,51% para 19.600,30 pontos, o italiano FTSE MIB retrocedeu 0,21% para 51.759,90 pontos e o alemão DAX recuou 0,13% para 25.374,42 pontos.

Destaca-se também a Grécia, que cresceu 1,73% para 6.954,52 pontos, aos olhos da gestora de índices Stoxx. Desde 21 de setembro, o mercado grego é considerado "desenvolvido" e as ações gregas são elegíveis para entrar no Stoxx 600 e noutros índices principais da Stoxx.

Em termos individuais, destaca-se o desempenho positivo das empresas petrolíferas europeias, com a Eni (2,03%), a Galp (1,87%), a BP (0,90%) e a Shell (1,58%) a valorizarem-se. Também as construtoras britânicas conquistaram terreno após o Governo do Reino Unido ter anunciado um novo programa de empréstimos para compradores de primeira habitação. As construtoras Taylor Wimpey, Bellway, Persimmon e Barratt Redrow aumentaram cada uma mais de 10%.

Em sentido oposto, as ações da francesa Rexel caíram mais de 3% após a empresa ter anunciado um acordo para comprar a fornecedora de fios e cabos especiais GCG por um valor de mercado de cerca de 1,4 mil milhões de dólares.

As ações de empresas europeias de apostas digitais recuaram, após o Brasil ter emitido uma medida provisória para proibir todas as formas de jogos de azar online. As ações da Entain, dona de marcas como bwin, Coral, Ladbrokes, PartyPoker, e Sportingbet, caíram 5,05%.

O mercado acionista europeu está prestes a interromper, em setembro, uma sequência de cinco meses consecutivos de subidas, depois de o "sell-off" de obrigações se ter intensificado, num momento em que a subida dos preços da energia alimenta os receios com a inflação e as apostas em novas subidas das taxas de juro.

"O quadro geral é o de uma economia resiliente, com os investimentos em IA a prosseguirem e com as ações a servirem de poderosa proteção contra a inflação", afirmou Gilles Guibout, responsável pela área de ações da BNP Paribas Asset Management. "Pode haver um ponto de rutura, um momento em que a subida das yields comece a prejudicar a economia, mas ainda não chegámos lá", acrescentou, citado pela Bloomberg.

28.09.2026

Juros na Europa crescem em linha com EUA. Spread França-Alemanha aumenta

Os juros da dívida soberana na Europa protagonizaram uma sessão de fortes subidas, fazendo eco dos fortes aumentos das "yields" que se fizeram sentir, esta segunda-feira, nos Estados Unidos. , respetivamente, com as "yields" das maturidades mais curtas a subirem também, por serem mais sensíveis às políticas da Reserva Federal (Fed).

No Velho Continente, o juro da dívida alemã a 10 anos, de referência para a Europa, aumentou 4,1 pontos-base para 3,640%, ao mesmo tempo que, em França, o aumento foi de 7,8 pontos para 4,765%. Desta forma, o spread entre as duas "yields" mantém-se acima de 100 pontos e em valores de 2012.

Em Portugal e em Espanha, o juro da dívida a 10 anos aumentou 6,2 pontos e 6,7 pontos para 4,033% e 4,142%, respetivamente, ao passo que a "yield" da dívida italiana avançou 8,1 pontos para 4,589%.

O aumento das "yields" acontece numa altura de subidas no preço do petróleo e consequentes preocupações inflacionistas. No caso do Brent, de referência para a Europa, o preço cresce mais de 2% para 106,50 dólares por barril. , depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter recusado uma proposta de acordo de Teerão.

28.09.2026

Impasse no Médio Oriente derruba euro e dá força ao dólar

O euro arrancou a semana em território negativo, liderando as perdas face ao dólar dos países que compõe o grupo das dez maiores economias do mundo, numa altura em que as negociações entre EUA e Irão continuam num impasse e os investidores veem grande probabilidade de a Reserva Federal (Fed) norte-americana avançar com uma subida nas taxas de juro em outubro. 

A esta hora, a moeda comum europeia cede 0,05% para 1,1385 dólares, enquanto a libra até consegue avançar face à divisa dos EUA, acelerando 0,26% para 1,328 dólares. Por sua vez, a moeda norte-americana recua 0,17% para 157,03 ienes, mantendo-se abaixo do nível considerado de intervenção pelos mercados. 

A mais recente ronda de conversações entre EUA e Irão acabou por não trazer grandes desenvolvimentos, numa altura em que o conflito entre os dois países está à beira de entrar no seu oitavo mês e o estreito de Ormuz - por onde passa um quinto de todo o petróleo consumido no mundo - continua encerrado. 

"Embora as negociações entre os EUA e o Irão possam retomar-se esta semana, houve poucos sinais de um avanço significativo durante o fim de semana", afirmou Jim Reid, do Deutsche Bank, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. O analista acrescenta ainda que a inflação será um dos principais focos de atenção dos mercados esta semana, uma vez que os EUA, a Europa e o Japão vão divulgar dados sobre a evolução dos preços. 

Face a uma inflação longe da meta definida pela Fed e uma subida sustentada dos preços do petróleo e do gás natural, os investidores já veem uma probabilidade de 70% de o banco central voltar a subir as taxas de juro em 25 pontos-base na reunião de outubro. Este mês, a autoridade monetária avançou com o primeiro aperto desde 2023, em resposta à crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente.

28.09.2026

Ouro em queda livre com negociações EUA-Irão ainda num impasse

Ouro

O ouro está a negociar com perdas superiores a 3% esta segunda-feira, acompanhando uma desvalorização geral no setor dos metais preciosos, numa altura em que as negociações entre EUA e Irão continuam bloqueadas e os preços da energia elevados - levando os investidores a rever em alta as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana subir mais uma vez os juros. 

A esta hora, o metal amarelo cede 3,62% para 4.130,05 dólares por onça, enquanto a prata cai 4,64% para 61,28 dólares por onça e a platina desliza 3,05% para 1.723,40 dólares por onça. Estes movimentos surgem depois de as conversações mais recentes entre a delegação norte-americana e a iraniana não terem conseguido chegar a bom porto, falhando em alcançar um acordo para reabrir o estreito de Ormuz. 

"Esta queda reflete uma combinação de juros das obrigações em alta, um dólar mais forte e vendas técnicas na sequência da rutura do nível de suporte, potencialmente amplificadas pela realização de mais-valias por parte dos investidores chineses antes do feriado da Semana Dourada", explica Ole Hansen, diretor de estratégia de matérias-primas do Saxo Bank, à Bloomberg. 

O ouro encaminha-se para fechar um mês tumultuoso, com um saldo negativo superior a 6%, pressionado em grande parte por uma subida nas taxas de juro por parte da Fed pela primeira vez desde 2023. Um novo aperto na reunião de outubro ainda não é dado como certo, mas os preços elevados da energia e o seu impacto na inflação estão a fazer com que os investidores vejam uma probabilidade de 70% de uma subida de 25 pontos-base se materializar.

Na sexta-feira, o Presidente da Fed de Cleveland afirmou que as "yields" de longo prazo dos EUA estão a ser agravadas, em parte, por uma revisão em alta das probabilidades de o banco central vir a apertar a política monetária mais vezes do que anteriormente antecipado, mas também devido a preocupações em torno com o nível de despesa pública. Já durante o fim de semana, o secretário norte-americano do Tesouro apelou aos decisores políticos para manterem uma "mente aberta" em relação às taxas. 

28.09.2026

Yields da dívida dos EUA a 10 anos aceleram para perto de máximos de 2007

O “sell-off” da dívida norte-americana está a agravar-se esta segunda-feira, alimentado pela subida do petróleo e os consequentes receios inflacionistas, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter rejeitado a mais recente proposta do Irão para reabrir o estreito de Ormuz.

A venda de obrigações levou a uma subida das "yields" a 10 de a 30 anos para perto de máximos de 2007 e 2004, respetivamente, com as "yields" das maturidades mais curtas também a aumentarem, devido a serem mais sensíveis às políticas da Reserva Federal (Fed).    

Há instantes, a "yield" das obrigações a 10 anos subia quase 10 pontos base para 5,26%, enquanto a 30 anos ganhava 7,8 pontos base para 5,57% e a dois anos subia para 8,9 pontos base para 4,94%.   

Contudo, o fenómeno de subida das "yields" está a alastrar-se um pouco por todo o mundo, levando os traders a anteciparem mais subidas dos juros dos bancos centrais. Nos EUA, a subida está a ter especial relevância devido aos receios sobre a dívida pública e o aumento da atividade empresarial.  

“A contínua mensagem 'hawkish' da Fed e o petróleo acima de 100 dólares são decisivos para o ímpeto ‘bearish’” das obrigações, refere Damien McColough, diretor de research de ativos de rendimento fixo do Westpac Banking Corp. 

28.09.2026

Preço do petróleo aumenta com incerteza no Médio Oriente

O preço do petróleo está a aumentar, esta segunda-feira, depois de o Irão ter afastado novas negociações com os Estados Unidos. aconteceu depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que .

Assim, e mesmo depois de a Arábia Saudita ter retomado , o preço do barril Brent, de referência para a Europa, está a subir 3,32% para 107,79 dólares. Em simultâneo, o preço do barril West Texas Intermediate (WTI) sobe 3,30% para 95,46 dólares.

O aumento do preço do crude faz crescer os receios de crises inflacionistas mais duradouras e, por consequência, a pressão sobre os bancos centrais para aumentarem as taxas de juro. Os investidores veem uma probabilidade de cerca de 65% de um aumento das taxas de juro pela Reserva Federal no próximo mês, prevendo quatro aumentos de 0,25 pontos percentuais nos próximos 12 meses, segundo dados da Bloomberg.

Esta semana será de divulgação de importantes dados económicos nos Estados Unidos, entre eles os números de agosto do índice PCE (índice de preços de consumo pessoal), que é o indicador de inflação preferido da Reserva Fed para a sua meta flexível de 2%.

28.09.2026

Wall Street em baixa com subida do preço do petróleo. Negociações Irão-EUA sem acordo

Wall Street

Wall Street iniciou a primeira sessão da semana em terreno negativo, num dia marcado pelo aumento do preço do petróleo. Nesta segunda-feira, o Irão afastou novas negociações com os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que esperava . Neste âmbito, o barril de petróleo West Texas Intermediate, de referência para os EUA, está a subir perto de 2% para 94 dólares, ao mesmo tempo que o Brent, de referência para a Europa, sobe também cerca de 2% para 106,32 dólares por barril.

Com este panorama, e apesar de ter sido retomado o fluxo de crude pelo da Arábia Saudita, as preocupações inflacionistas instalaram-se. O índice S&P 500 desce 0,44%, o Dow Jones recua 0,48% e o Nasdaq Composite cai 0,61%.

Em termos individuais, destaca-se a Nvidia, que está a subir mais de 3%, depois de ter anunciado . Outras ações dos setores dos semicondutores e da tecnologia seguem, porém, o sentimento geral do mercado. A Intel (-4,46%), a Marvell (-3,08%) e a Oracle (-2,26%) estão a recuar, em linha com a queda nos principais índices bolsistas.

"Há muito que está contra as ações neste momento: o petróleo está a subir e os juros das obrigações estão a disparar", disse Laurent Lamagnere, da AlphaValue. "É muito difícil ser otimista", continuou, citado pela Bloomberg.

Os investidores atribuem uma probabilidade de cerca de 65% a uma subida de taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) no próximo mês, e inclinam-se para quatro subidas de um quarto de ponto percentual nos próximos 12 meses, segundo dados da agência de notícias financeiras.

A recente significa que os reajustamentos de final de mês feitos por fundos equilibrados de ações e obrigações dos EUA podem pressionar as ações no curto prazo, segundo Christopher Dembik, consultor de investimento sénior na Pictet Asset Management.

"Espera-se que sejam vendidas ações no valor de 25 a 30 mil milhões de dólares, com o produto a ser reinvestido em obrigações", disse Dembik. "Isto pode gerar alguma pressão em baixa sobre as grandes cotadas dos EUA nas próximas sessões de negociação", continuou, citado pela Bloomberg.

28.09.2026

Euribor desce a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira, mas manteve-se acima de 3% nos dois prazos mais longos.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,594%, continuou abaixo das taxas a seis (3,066%) e a 12 meses (3,356%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou, ao ser fixada em 3,066%, menos 0,004 pontos que na sexta-feira, quando subiu para um novo máximo desde setembro de 2024.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a julho indicam que a Euribor a seis meses representava 39,87% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,26% e 24,40%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também cedeu, para 3,356%, menos 0,023 pontos que no final da semana passada, quando terminou num novo máximo desde julho de 2024.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses desceu, ao ser fixada em 2,594%, menos 0,013 pontos.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

28.09.2026

Juros das dívidas soberanas voltam a agravar. Portugal negoceia acima dos 4%

Os juros das dívidas soberanas registam novo agravamento no arranque desta semana, à boleia de uma nova subida nos preços do petróleo e que coloca o "ouro negro" a negociar na casa dos 107 dólares por barril na referência Brent.

Preços da energia mais elevados fazem perspetivar uma tendência altista da inflação e por mais tempo, o que tem obrigado ao aperto da política monetária em alguns dos mais importantes blocos económicos do mundo, como os EUA e a Zona Euro.

Neste contexto, as obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a subir 3,6 pontos-base para uma taxa de 3,635%. Já em França, a subida dos juros é de 5,5 pontos-base para 4,743%. Em Itália, os juros seguem a negociar em alta, avançando 7,3 pontos-base para 4,581% de rendibilidade.

A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos segue a tendência europeia e agrava 4,9 pontos-base para 4,020%. De recordar que os

Espanha acompanha, com os juros da dívida a 10 anos a subirem igualmente 5,2 pontos-base e negoceia nos 4,128%. No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações está nos 5,404%, registando um aumento de 4 pontos-base.

Já nos EUA, a dívida negociada a 10 anos avança 6,5 pontos-base para os 5,226% de rendibilidade.

28.09.2026

Projeto britânico para a habitação dá gás às bolsas europeias

O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham

As ações europeias começaram a semana a semana a subir, com as construtoras britânicas a saltarem depois do Governo local anunciar um novo programa de apoio à primeira habitação. O principal índice de referência para a Europa - Stoxx600 - sobe 0,39% para 641,11 pontos.

Segundo o jornal britânico , ao abrigo deste novo programa, chamado "A tua primeira casa" (Your First Home, no original em inglês), os compradores de primeira habitação vão ter acesso a um empréstimo através do programa que corresponde a 20% do valor do imóvel, sendo exigido um depósito de entrada mínima de apenas 2,5%. Está ainda previsto um período inicial sem juros para o empréstimo de 20%.

Depois das primeiras medidas anunciadas no sábado, mais alguns detalhes poderão ser revelados esta semana na primeira conferência do partido trabalhista desde que Andy Burnham assumiu a liderança do Governo britânico. Faltam revelar os intervalos salariais de quem pode tirar partido da medida e também do valor máximo para as casas elegíveis, com o objetivo de garantir que o programa ajuda quem procura habitação acessível. "Vamos atuar para ajudar mais os primeiros compradores", disse Andy Burnham, citado pela .

O anuncia desta medida está a ter impacto direto nas cotadas do ramo da construção britânico: as empresas Taylor Wimpey Plc, Bellway Plc, Persimmon Plc e Barratt Redrow Plc subiram todas mais de 10%. Os analistas da JPMorgan descreveram o novo plano de crédito como um potencial fator transformador do setor.

E está ainda a ter efeitos noutros setores,  destacam-se o do retalho e o dos bens pessoais e domésticos, que avançam 1,48% e 1,41%, respetivamente, no conjunto europeu.

Neste contexto, o alemão Dax avança 0,21% para 25.462,972 pontos, com o espanhol Ibex a subir 0,23% para 19.745,30 pontos. O francês CAC40 valoriza 0,43%, subindo para os 8.112,29 pontos, e o italiano FTSE MIB avança 0,25% para os 51.995,62. O principal índice de referência britânico, o FTSE100, aumenta 0,30% para os 10.727,32 pontos.

No entanto, a conjuntura a médio prazo não se revela positiva para as ações europeias, apesar das subidas de hoje, com a vaga global de vendas no mercado obrigacionista a intensificar-se. A subida dos está a alimentar os receios dos investidores de uma nova subida dos juros, com o mercado a atribuir uma probabilidade de 68% de um novo aumento da Reserva Federal já em outubro.

"Neste momento, há muito a jogar contra as ações: o petróleo está a subir e as yields das obrigações estão a disparar", afirmou Laurent Lamagnere, vice-presidente-executivo da Alphavalue, à Bloomberg. "Com 5,2% nas obrigações do Tesouro dos EUA, há uma alternativa clara às ações; o mesmo acontece na Europa, onde a yield das Bunds [dívida soberana da Alemanha] está bem acima da yield de dividendos do Stoxx 600," acrescentou.

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

28.09.2026

Ouro cai mais de 3% com o impasse em Ormuz a manter-se. Investidores esperam nova subida dos juros em outubro

O ouro está a recuar, assim como outros metais preciosos, com o conflito no Médio Oriente ainda num impasse. O condicionamento do estreito de Ormuz mantém os preços da energia elevados e, por consequência, a pressão para a Reserva Federal (Fed) para aumentar novamente os juros.

A esta hora, o metal precioso recua 3,04% para 4.154,33 dólares por onça, abaixo do limiar de "segurança" do 4.250 dólares. A prata, por sua vez, negoceia nos 61 dólares por onça - uma descida de 5,5%.

Com o conflito entre os EUA e o Irão a entrar no seu oitavo mês, parecem não existir progressos para uma reabertura de Ormuz. No sábado, Donald Trump para reabrir o Estreito em sete dias.

Na negociação de outros ativos verifica-se um aumento de um índice do dólar que acompanha a subida das yields das obrigações do Tesouro americano. Os metais preciosos - que não pagam juros - sentem um impacto.

O ouro caminha para uma queda de quase 6% no mês. Este tombo vem na sequência da primeira subida de juros pela Fed desde 2023, com o objetivo de combater a Neste momento, os mercados atribuem uma probabilidade de cerca de 68% de nova subida em outubro.

"O ouro continua muito sensível aos preços do petróleo e às expectativas, em constante mudança, quanto a uma eventual resolução no Médio Oriente", afirmou Justin Lin, analista da Global X ETFs, à Bloomberg. "Ao mesmo tempo, os vendedores orientam-se em grande medida pelas yields reais, que continuaram a subir", acrescentou

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

28.09.2026

Dólar valoriza com subida do petróleo

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

A subida do petróleo está a marcar o arranque da semana nos mercados, com o "ouro negro" a valorizar mais de 2% e a negociar acima dos 106 dólares na referência Brent. Neste contexto, o dólar americano está a valorizar face aos pares no mercado cambial, pois a negociação do petróleo em dólares faz aumentar a procura pela divisa norte-americana.

O índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,17% para os 101,1440 pontos.

A subida do petróleo é justificada pela Os EUA consideram que a atual proposta até teria sido considerada como positiva no início da guerra, mas que agora as exigências são outras. Já o Irão recusou suavizar a sua proposta face à rejeição norte-americana.

"O contexto global continua a ser desafiante para as divisas asiáticas, já que os preços elevados do petróleo e as yields globais elevadas continuam a reforçar-se mutuamente", analisa Lloyd Chan, do MUFG Bank, citado pela Bloomberg.

A esta hora, o euro segue a desvalorizar 0,13% para 1,1376 dólares e a libra avança 0,08% para 1,3258 dólares. O dólar avança 0,28% para 0,8306 francos suíços e valoriza 0,12% face à divisa japonesa para 157,47 ienes.

Noutros pares de câmbio, o euro perde 0,24% para 0,8580 libras e negoceia inalterado nos 179,15 ienes.

28.09.2026

Petróleo abre semana a subir depois de Trump rejeitar o plano do Irão para a reabertura de Ormuz

O petróleo começa a semana a subir depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter para reabrir o estreito de Ormuz. A rota marítima crucial para o abastecimento global mantém o seu tráfego condicionado.

O Brent, referência europeia, avança 2,48% para 106,80 dólares por barril. Mas a subida já chegou a ser mais expressiva durante a negociação, tendo já valorizado 3,48% para os 107,95 dólares. Já o West Intermediate Texas (WTI), referência norte-americana, negoceia a 93,97 dólares por barril, registando, assim, uma subida de 1,56%.

Segundo a Axios, o Presidente dos EUA diz que as condições apresentadas por Teerão teriam sido aceitáveis para os Estados Unidos há cerca de um ano, mas que o Irão perdeu a oportunidade. Espera-se que as negociações retomem no decorrer desta semana.

"As perspetivas para os esforços diplomáticos tornaram-se mais incertas, o que contribuiu para os ganhos do petróleo", afirmou Takahiro Asaoka, economista sénior do Itochu Research Institute Inc, à Bloomberg. "Havia alguma expectativa de um acordo antes das eleições intercalares nos EUA, em novembro, mas talvez isso já não seja provável,” acrescentou.

Na semana passada verificou-se uma oscilação dos preços do crude, seguindo sinais contraditórios sobre as negociações, a recuperação de fluxos provenientes do Médio Oriente e a incerteza face às medidas a serem seguidas pelos EUA para travar os preços do gasóleo - Trump deixou claro que a Casa Branca está a ponderar impor restrições às exportações do combustível.

Desde o início do ano, o Brent regista uma subida já acima dos 70%, com o conflito que condiciona Ormuz a alargar-se para o seu oitavo mês. Neste momento relativos aos preços da energia, principal setor atingido por pressões inflacionárias.

*Tomás Cardoso Lima, editado por Rui da Rocha Ferreira

28.09.2026

Bolsas asiáticas arrancam semana em queda. Petróleo sobe e bate os 107 dólares

Mercados asiáticos

As principais praças da região da Ásia e do Pacífico terminaram a primeira sessão da semana em queda, com o sentimento dos investidores a ser novamente abalado pela subida do petróleo, que esta segunda-feira de manhã regista uma subida de 2,56% para os 106,99 dólares por barril, na referência Brent – tendo mesmo já negociado acima dos 107 dólares.

Durante o fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, . Teerão respondeu depois que não iria suavizar a sua proposta.

"Os investidores ficaram novamente desapontados com a falta de progressos diplomários", comentou Rajeev De Mello, gestor na Gama Asset Management, citado pela Bloomberg. "As expectativas de que estas discussões ajudassem a desanuviar o conflito no Médio Oriente e abrissem caminho à reabertura do estreito de Ormuz caíram", acrescentou.

"As bolsas asiáticas começam a semana sob pressão, tendo em conta a subida dos preços globais do petróleo", analisa por seu lado Kyle Rodda, analista da Capital.com.

Neste contexto, o sul-coreano Kospi terminou a sessão a cair 2,7%, pressionado pelo setor tecnológico. A fabricante de memórias para sistemas de inteligência artificial SK Hynix tombou 5%, depois de ter sido noticiado que a empresa poderá fazer entrar em bolsa a sua subsidiária norte-americana, com os investidores a sinalizarem preocupação com uma possível estrutura organizacional mais complexa.

Pelo Japão, o Topix cedeu 0,4%, com a tecnológica Kioxia a cair 4,4%, e o também nipónico Nikkei 225 deslizou 0,7%.

Pela China o sentimento é igualmente negativo. O índice CSI 300 chegou a cair 2,4% na negociação desta segunda-feira, perante as notícias de que a China poderá permitir que alguns governos locais comprem chips da Nvidia, o que colocou pressão sobre as fabricantes de chips chinesas. O índice tocou em mínimos de um ano nesta segunda-feira.

Ainda com a negociação a decorrer, o Shanghai Composite cai 1,66%. Já o Hang Seng de Hong Kong contraria a tendência das restantes praças e avança 0,76%.

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