Saúde dá vigor à Europa. Ouro ganha terreno, petróleo e dólar perdem tração
Novos desenvolvimentos no Médio Oriente marcam a negociação de matérias-primas e ativos. Acompanhe a evolução dos mercados desta quinta-feira aqui.
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Europa encerra no verde com impulso de setor da saúde e queda dos preços do crude
Os principais índices europeus encerraram a sessão desta quinta-feira com ganhos em toda a linha, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado por uma queda dos preços do crude e por sinais de que os Estados Unidos e o Irão poderão estar novamente a aproximar posições em relação a um possível acordo para pôr fim à guerra, depois de Washington ter anunciado um cessar-fogo condicional entre Israel e o Líbano.
Além disso, um menor peso de cotadas ligadas à inteligência artificial (IA) nos índices do Velho Continente face aos norte-americanos ou asiáticos foi hoje um fator que apoiou os ganhos, já que do lado de lá do atlântico cotadas desta área estão a ser contagiadas pela forte queda da norte-americana Broadcom, após a empresa ter apresentado um “outlook” que os mercados consideraram ser dececionante.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – somou 0,52%, para os 624,45 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX valorizou 0,60%, o italiano FTSEMIB avançou 0,27%, o francês CAC-40 pulou 1,15%, o espanhol IBEX ganhou 0,55%, ao passo que o neerlandês AEX subiu 0,27%, num dia em que o britânico FTSE 100 registou igualmente ganhos de 0,27%.
O “benchmark” europeu já subiu mais de 5% este ano, mas continua aquém da valorização registada nos mercados dos EUA e da Ásia. Nesta medida, o Stoxx 600 mantém-se cerca de 1,7% abaixo do seu último recorde, atingido no final de fevereiro.
“Os investidores construíram grandes posições em setores e regiões com as perspetivas de lucros mais fortes, como os EUA, a Coreia do Sul e Taiwan, bem como a tecnologia, e saíram daqueles onde os lucros são mais fracos, como a Europa [e] os cuidados de saúde”, disse à Bloomberg Marija Veitmane, da State Street Global Markets. “Agora estamos à espera da próxima época de divulgação de resultados para ver se há alguma possibilidade de os lucros se alargarem para lá do setor tecnológico, para que possamos assumir posições nesse setor”, resumiu ainda a mesma especialista.
Entre os setores, o da saúde (+2,97%) foi o que mais contribuiu para a subida dos índices, com a Abivax (+17,82%) e a Zealand Pharma (+9,02%) entre as maiores subidas desta área. Por outro lado, o setor das telecom (-2,11%) liderou as perdas.
Entretanto, alguns bancos britânicos, incluindo o Standard Chartered (-2,81%) e o HSBC Holdings (-1,81%) - ambos com exposição à Ásia - registaram quedas depois de o South China Morning Post ter revelado que alguns bancos suspenderam a abertura de contas bancárias em Hong Kong para clientes da China continental, à medida que as entidades reguladoras de Pequim intensificam a fiscalização sobre instituições financeiras e a saída de capital do país.
Quanto a outros movimentos do mercado, a Remy Cointreau pulou quase 10%, após ter registado um forte crescimento nas Américas que ajudou a fabricante de conhaque a conter as perdas decorrentes da fraca procura em mercados como o europeu e chinês. A Puma, por sua vez, somou mais de 4%, com o Citigroup a elevar a recomendação da cotada alemã para “comprar”.
Juros aliviaram em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro terminaram a sessão com alívios em toda a linha, num contexto de quedas dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 1,4 pontos-base, para os 3,020%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cedeu 0,5 pontos-base, para 3,664%. Já em Itália, os juros recuaram 0,6 pontos-base, para 3,765%.
Na península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos caiu 1,3 pontos-base, para 3,381%, ao passo que a rendibilidade das obrigações espanholas cedeu 0,9 pontos para 3,451%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguiram esta tendência e aliviaram 3,3 pontos, para 4,897%.
Ouro avança 1% com petróleo em baixa e acordo entre Israel e Líbano
O ouro está a registar ganhos na sessão de hoje, depois de Israel e o Líbano terem acordado um cessar-fogo condicional, visto pelos mercados como um possível passo para a resolução do conflito mais alargado no Médio Oriente que tem perturbado os mercados energéticos globais e aumentado os riscos de inflação.
A esta hora, o ouro valoriza 0,93%, para os 4.476,010 dólares por onça, revertendo em grande parte a queda registada na sessão anterior. No que toca à prata, o metal precioso soma 1,59%, para os 73,869 dólares por onça.
Numa declaração conjunta com os EUA, Israel e o Líbano afirmaram que o seu acordo dependia de “uma cessação total” dos ataques por parte do Hezbollah, apoiado pelo Irão. Ainda assim, os combates persistiram no Líbano.
O acordo é a mais recente tentativa de Washington para manter as negociações de paz com o Irão encaminhadas. Embora Washington e Teerão tenham alegadamente chegado a um entendimento sobre um memorando para prolongar o cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz, o acordo final tem-se revelado difícil de alcançar.
O Irão afirmou que não se registaram progressos recentes nas negociações.
Assim, o metal amarelo tem negociado, em grande medida, numa relação inversa com o petróleo desde o início do conflito, no final de fevereiro. Registou uma queda acentuada nos primeiros dias da guerra e mantém-se agora cerca de 15% abaixo do valor fixado antes do estalar do conflito, a 28 de fevereiro.
No que toca às perspetivas de política monetária, a presidente da Reserva Federal de Dallas, Lorie Logan, afirmou que as autoridades de política monetária poderão ter de aumentar as taxas de juro ainda este ano para trazer a inflação de volta à meta de 2% do banco central dos EUA. Taxas diretoras mais elevadas costumam pressionar a procura por ouro, que não rende juros.
Dólar afasta-se de máximos de dois meses
O dólar está a perder terreno nesta quinta-feira, depois de ontem ter atingido o nível mais alto em dois meses. O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – cede 0,23%, para os 99,301 pontos.
O Presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou na quinta-feira que o cessar-fogo com Israel entraria em vigor no prazo de 24 horas após a aprovação do entendimento por todas as partes envolvidas. No entanto, o Hezbollah rejeitou o plano de cessar-fogo acordado nas negociações mediadas pelos EUA e Israel manteve os ataques no sul do Líbano, deixando algumas dúvidas em relação à trégua anunciada durante o dia de hoje.
Noutros pontos, o dólar desvaloriza 0,06%, para 159,980 ienes, com a divisa nipónica perto da barreira de 160 ienes por dólar que atingiu na quarta-feira pela primeira vez desde 30 de abril, desencadeando avisos por parte de autoridades em Tóquio. Este valor é particularmente relevante, visto que é amplamente visto nos mercados como uma “linha” para uma potencial intervenção de responsáveis do país no mercado cambial, como aconteceu já no final de abril.
O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, praticamente confirmou o aumento das taxas de juro em junho, avançou a Bloomberg, numa mudança de rumo na narrativa para o combate à inflação, à medida que o choque energético provocado pela guerra no Irão agrava os riscos de subida dos preços e abre caminho para aumentos mais frequentes dos custos de financiamento.
Já por cá, o euro regista uma subida de 0,29%, para 1,163 dólares, enquanto a libra soma 0,16%, para 1,344 dólares.
Acordo entre Israel e Líbano retira pressão ao crude. Brent cai mais de 3%
Os preços do petróleo estão a negociar nesta quinta-feira com desvalorizações, interrompendo três sessões consecutivas de subidas, com o cessar-fogo condicional anunciado entre Israel e o Líbano a abrir caminho para um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, apesar de ainda estarem a ser relatados confrontos entre as forças militares israelitas e o Hezbollah.
O Brent – de referência para a Europa – recua 3,02% para os 94,86 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 3,73% para os 92,44 dólares por barril.
Ainda assim, o Irão afirmou que não se registaram progressos recentes nas negociações com os EUA sobre um acordo de paz provisório, enquanto os combates persistem no Líbano, apesar da declaração de Washington de um cessar-fogo condicionado à cessação das hostilidades por parte do Hezbollah, apoiado por Teerão.
Washington e Teerão estarão a negociar um memorando de entendimento que prolongue a trégua entre os dois países por dois meses e que prevê ainda a reabertura do estreito de Ormuz, mas as negociações estão num impasse, depois de nos últimos dias se ter assistido a uma escalada das hostilidades na região do golfo.
“Continuamos a saltar de uma notícia para a outra, o que resulta em condições de negociação stressantes, com os investidores relutantes em manter posições”, resumiu à Bloomberg Ole Sloth Hansen, do Saxo Bank.
Além da escalada das hostilidades no Médio Oriente, sinais de que as reservas globais de crude estão a diminuir têm, também, alimentado os preços do petróleo. Nesta medida, dados dos EUA divulgados na quarta-feira revelaram que as reservas de crude em Cushing, Oklahoma — o centro de distribuição do crude West Texas Intermediate — caíram pela sexta semana consecutiva, aproximando-se dos níveis mínimos de funcionamento, revelou a agência de notícias financeiras.
Wall Street com maioria dos índices no vermelho após "outlook" dececionante da Broadcom. Tecnológica afunda 15%
Uma queda das fabricantes de semicondutores está a pressionar a negociação desta quinta-feira em Wall Street. Isto depois de a Broadcom ter apresentado um “outlook” que foi mal recebido pelos mercados, suscitando receios de que a forte recuperação do setor tecnológico que se tem registado ao longo das últimas sessões possa ter ido longe demais.
Neste contexto, o S&P 500 cai 0,21% para os 7.537,65 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, recua 0,89% para os 26.615,51 pontos. Já o Dow Jones contraria esta tendência e pula 1,15% para os 51.272,08 pontos.
A Broadcom, que acrescentou cerca de 150 mil milhões de dólares ao seu "market cap" apenas esta semana, segue a tombar mais de 15%, depois de a previsão para as receitas com a venda de semicondutores de inteligência artificial no trimestre atual ter ficado aquém das expectativas, influenciando a negociação de outras cotadas da área.
A queda das fabricantes de chips estendeu-se ainda a outros setores, com a empresa de cibersegurança Crowdstrike Holdings a ceder agora quase 8%, mesmo depois de ter aumentado a sua previsão de receitas.
A preocupação com a área da inteligência artificial ameaça abalar uma recuperação recorde que tem levado os investidores a afastarem-se das preocupações relacionadas com a maior perturbação de sempre dos mercados petrolíferos, espoletada pelo fecho do estreito de Ormuz.
O clima de aversão ao risco sentido nesta quinta-feira surge apesar de o Brent estar a caminhar para a primeira queda diária da semana, com o preço do barril de referência para a Europa a desvalorizar mais de 3%, para menos de 95 dólares.
Neste contexto, “as avaliações parecem ligeiramente exageradas em setores do mercado que registaram os ganhos mais fortes nas últimas semanas”, disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin. “Uma mudança de liderança no mercado de ações não é improvável neste momento, com fatores menos poderosos do que a tecnologia a assumirem o controlo”, resumiu o especialista.
Já quanto a dados económicos conhecidos hoje, os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos atingiram um total de 225 mil na semana passada, um aumento de 13 mil em relação à semana anterior, anunciou esta quinta-feira o Departamento do Trabalho norte-americano.
No que toca às “sete magníficas”, a Nvidia perde 0,81%, a Apple soma 0,38%, a Tesla desliza 0,42%, a Alphabet sobe 1,30%, a Amazon avança 1,29%, a Meta pula 1,10% e a Microsoft valoriza 0,71%.
Euribor sobe a 3, 6 e 12 meses, para máximo desde abril de 2025 no prazo mais curto
A taxa Euribor subiu esta quinta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
Com estas alterações, a taxa a três meses avançou para 2,311%, mas continuou abaixo das taxas a seis (2,588%) e a 12 meses (2,851%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu para 2,588%, mais 0,039 pontos do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.
No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu para 2,851%, mais 0,050 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também avançou, ao ser fixada em 2,311%, mais 0,012 pontos, batendo um novo máximo desde 07 de abril de 2025 (2,362%).
A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.
Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.
Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.
Bolsas europeias em negociação dividida. Remy Cointreau dispara 10%
As praças europeias estão a negociar nesta quinta-feira sem sentidos opostos, num dia que está a ser marcado por um maior otimismo face aos desenvolvimentos no Médio Oriente e por uma menor pressão do petróleo no sentimento dos investidores.
Neste contexto, o Stoxx 600, o índice de referência europeu, avança 0,21% para os 622,48 pontos.
Já nos resultados por praças, o espanhol IBEX avança 0,89%, o francês CAC40 sobe 0,69% e o alemão DAX avança 0,62%. Já no sentido oposto estão o italiano FTSEMIB, que recua 0,02%, o britânico FTSE que cede 0,12% e o neerlandês AEX que cai 0,72%. Também o português PSI está em queda, recuando 0,24%.
Olhando por segmentos, a negociação também está dividida. O setor das telecomunicações é o mais penalizado na negociação desta quinta-feira, recuando 1,69%. As empresas de media também recuam no seu conjunto 1,33%. Do lado positivo, o setor do retalho lidera as subidas, avançando 1,57%, enquanto o setor das viagens (1,26%) e o da saúde (1,20%) apresentam valorizações significativas.
Entre os destaques individuais, a espanhola Inditex valoriza mais de 2%, continuando a capitalizar os resultados positivos apresentados esta semana. Já a francesa Remy Cointreau dispara 10,88% para os 41,58 euros, depois de a empresa de bebidas ter apresentado resultados acima do esperado, suportadas por uma maior procura no mercado americano, em contraste com uma procura mais morna nos mercados europeu e chinês.
As praças europeias continuam, no entanto, a sofrer de uma falta de exposição ao entusiasmo tecnológico, sobretudo da IA, que tem catapultado as praças asiáticas e americanas para novos recordes.
"Os investidores construíram posições significativas em setores e regiões com perspetivas de lucros mais favoráveis, como os EUA, a Coreia do Sul e Taiwan, e abandonaram aqueles em que as perspetivas de resultados são mais fracas, como a Europa e os setores dos cuidados de saúde e bens de consumo essenciais", analisou Marija Veitmane, da área de análise de ações da State Street Global Markets, citada pela Bloomberg.
Juros da dívida aliviam na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar em toda a linha nesta quinta-feira, num dia que está a ser marcado por um aliviar das tensões no Médio Oriente, com os investidores de olho também nas declarações da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, que falará nesta quinta de manhã.
As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a recuar 0,8 pontos-base para uma taxa de 3,025%. Já em França, o recuo dos juros é de 0,6 pontos-base para 3,663%. Em Itália a descida é mais contida, de 0,4 pontos-base, para 3,766% de rendibilidade.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos descem 0,7 pontos para 3,387%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a recuarem igualmente 0,7 pontos-base para 3,453%.
Fora da Zona euro, no Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,920%, uma descida de 1 ponto-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a tendência de alívio, recuando 0,8 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,487%.
Dólar aguenta face ao acalmar da guerra, iene valoriza
O conflito no Médio Oriente pode mesmo estar a caminhar para o fim, depois das notícias de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, e depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter assumido que um acordo com o Irão poderá ser alcançado já neste fim de semana. A guerra que juntou os EUA e Israel contra o Irão colocou o dólar no centro das atenções dos investidores, funcionando como ativo-refúgio no mercado cambial. E as notícias de acalmia no Médio Oriente não estão a tirar força em demasia ao dólar na manhã desta quinta-feira.
O índice do dólar americano da Bloomberg (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, recua ligeiros 0,03% para os 99,5010 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,06% para 1,1604 dólares e a libra também segue a avançar 0,04% para 1,3423 dólares. O dólar também recua 0,04% para 0,7918 francos suíços. O dólar perde ainda 0,10% face à divisa japonesa, para 159,91 ienes.
A força do iene nesta quinta-feira é justificada pelos comentários do governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, que prometeu combater a subida da inflação, praticamente cimentando uma subida das taxas diretoras ainda durante o mês de junho.
Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,02% para 0,8645 libras e recua 0,04% para 185,55 ienes.
A negociação cambial desta quinta-feira fica marcada ainda pelo won sul-coreano, que atingiu o nível mais baixo face ao dólar desde 2009. O dólar valoriza 1,3% para 1.538,15 wons.
Ouro "respira" com alívio no petróleo e na guerra
Os preços do ouro estão nesta quinta-feira a negociar em alta, num contexto em que Israel e Líbano acordaram um cessar-fogo, o que está a fazer recuar a negociação de petróleo. Os preços mais elevados do petróleo tendem a prejudicar a negociação de ouro, pois colocam em perspetiva uma subida da inflação e políticas monetárias mais restritivas, que tipicamente penalizam a negociação do metal amarelo.
Às 08:39 horas, o ouro valorizava 0,72% para os 4.466,55 dólares por onça, enquanto a prata avançava 0,79% para os 73,28 dólares por onça.
"À medida que as preocupações com a inflação persistem e os mercados continuam a incorporar a expectativa de uma subida das taxas de juro da Reserva Federal até, pelo menos, o início de 2027, o ouro está a ter dificuldade em recuperar de forma sustentada", escrevem Ryan McKay e Bart Melek, analistas da TD Securities, numa nota citada pela Bloomberg.
O departamento de Estado dos EUA confirmou ao início da noite desta quinta-feira que Israel e o Líbano concordaram na implementação de um cessar-fogo. Já Donald Trump disse acreditar num acordo de paz com o Irão ainda durante o fim de semana, ambas boas notícias para o fim do conflito e do estrangular energético que tem afetado o mundo.
Noutros metais, o cobre negoceia em baixa, recuando 0,73% para os 6,46 dólares por libra peso, enquanto a platina valoriza 1,06% para os 1.883,27 dólares por onça.
Bolsa de Lisboa em queda. Só BCP, Mota-Engil e Ibersol valorizam
A bolsa de Lisboa começa a sessão desta quinta-feira em queda, num dia que deverá ficar marcado para um menor volume de negociação por ser feriado em Portugal. Às 08:13 horas, o PSI recuava 0,33% para os 8.969,36 pontos.
Veja a notícia completa aqui.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano pressiona petróleo. Perspetiva de médio prazo é de valorização
Este acordo de cessar-fogo, mediado pelos EUA, foi conseguido após quatro encontros de representantes de alto nível de Israel e do Líbano, segundo a agência de notícias Bloomberg.
Neste contexto, em que um dos principais focos de tensão da guerra no Médio Oriente promete fazer uma "pausa" a curto prazo, os preços do petróleo seguem em queda nos mercados internacionais.
O barril de Brent, a referência europeia, recuava, às 07:51 horas, 1,04% para os 96,79 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), a referência de negociação norte-americana, cedia 0,98% para os 95,08 dólares por barril.
O recuo do petróleo só não é maior, pois os dados relativos às reservas norte-americanas mostram um recuo das mesmas pela sexta semana consecutiva. E mesmo que a guerra acalme no Médio Oriente, a escassez de petróleo que se começa a registar pode empurrar, por si só, os preços do crude para perto dos 130 dólares por barril no último trimestre do ano, segundo Robert Rennie, analista de matérias-primas do Westpac Banking Corp., citado pela Bloomberg.
"Os mercados estão distraídos, apesar de caminharmos rapidamente para um cenário de forte restrição da oferta do crude e de combustíveis refinados", acrescentou no mesmo comentário.
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